Operadoras de telefonia serão fundamentais para criar carros, indústrias e cidades inteligentes nos próximos anos

publicado 30/08/2018 09h26, última modificação 30/08/2018 13h21
São Paulo – Para Fernando Moulin (Telefonica/Vivo), não há negócio digital sem as telcos

Para conseguir um carro do Uber ou descobrir onde está a bicicleta Yellow mais próxima, é preciso acionar os serviços via celular. Segundo Fernando Moulin, diretor de e-business da Telefonica/Vivo, em todo exemplo de negócio digital bem sucedido há uma operadora de telefonia por trás oferecendo conectividade. Essa funcionalidade é apenas uma “fração” do que as operadoras de telefonia – também chamadas de telcos – podem contribuir para a transformação digital.

“Nos próximos cinco anos, teremos a explosão do mundo conectado. Serão carros, indústrias e cidades inteligentes. Em todas as transformações de negócios, as telcos terão papel fundamental e a conectividade é só uma fração da contribuição que elas têm a dar para o mundo digital”, conta, depois de participar do webinar sobre transformações digitais da Amcham-São Paulo na segunda-feira (27/8).

Como exemplo, Moulin cita que a Telefonica/Vivo é uma das responsáveis pelo sistema de conectividade dos carros autônomos da Tesla, nos EUA, e também desenvolve, em parceria com a Nestlé, soluções de reposição de cápsulas da Nespresso na Europa.

Durante o webinar, Moulin abordou as diversas vertentes da transformação digital. A primeira delas é a melhoria da experiência do consumidor. “Uma vez que nosso cliente tenha experiência digital boa, a consequência vai vir. Muitas empresas ainda fazem seu projeto de transformação digital pensando em eficiências comerciais, financeiras e operacionais. Que são uma consequência das nossas experiências com o consumidor, e não vice-versa.”

O pacote de melhores serviços digitais ao cliente final inclui música, segurança online, cloud e novos conteúdos de entretenimento. Moulin cita a possibildade de ver jogos de futebol americano e basquete dos EUA. “Temos grande audiência de pessoas no Brasil que acompanham a NFL (liga de futebol americano) e NBA, que também somos parceiros, e que poderão ver por meio de aplicativos”, comenta.

A Vivo também investe em autoatendimento, por meio do aplicativo Meu Vivo. A ferramenta vai permitir ao usuário gerenciar pacotes de dados e mudar seus planos de serviço sem precisar ligar para a operadora.

Em relação à conectividade para usuários e empresas, Moulin disse que a operadora vai investir ainda mais em infraestrutura. “A gente trabalha muito para ter fibra, velocidade, 4,5G, massificando para todo o Brasil. Porque uma coisa é imprescindível para a outra”, comenta. A Vivo também está investindo em redes inteligentes que possibilitarão a conectividade entre objetos. “Também estamos nos preparando para isso”, assinala Moulin.

A íntegra do webinar pode ser acessada no Amcham Connect.