Para SAP, blockchain é a “digitalização da confiança”

publicado 17/04/2018 11h12, última modificação 17/04/2018 11h17
São Paulo – Cristina Palmaka, presidente da empresa, acredita que a inserção gradual da tecnologia é o melhor caminho
Cristina Palmaka Presidente da SAP

CEO participou do Comitê Estratégico de Governança Corporativa de São Paulo (11/04)

O blockchain é a digitalização da confiança para a SAP. O modo como as transferências ou processos acontece sem o mediador a partir da tecnologia pode trazer eficiência e redução de custos. Como lembra Jair Lamounier, arquiteto de soluções da SAP, o blockchain não resolve “todos os problemas do mundo e da tecnologia”, mas representa uma ameaça ao status quo das organizações, no sentido em que todo negócio terá que se digitalizar de alguma maneira. Lamounier e a presidente da SAP, Cristina Palmaka, participaram do Comitê Estratégico de Governança Corporativa da Amcham – São Paulo, no dia 11/04, para falar sobre a inovação.

O especialista lembra que a tecnologia pode ajudar muito na questão da rastreabilidade e ciclo de vida de produtos. No caso de diamantes, por exemplo, isso pode ajudar a identificar se houve trabalho escravo em alguma parte do processo. Esse sistema de blocos de dado impacta diretamente em todos os processos que hoje monitoram cadeias, trazer mais eficiência e rapidez. “Ele é inverso do big data, não são vários dados jogados; só é gravado o que é dado relevante, que o seu negócio ou seu ecossistema aprovaram. Essa informação nunca mais será alterada”, relata.

Cristina Palmaka, Presidente da SAP, que também esteve presente no comitê, alerta que a implementação da tecnologia deve ser feita de maneira gradual, a partir de protótipos e pilotos. “É o que mais tem dado certo”, pontuou. Ela também lembrou que o blockchain não é uma “resposta de prateleira ou solução pronta” e que esse processo deve ser feito de maneira personalizada.

 

Emprego e blockchain

Para Lamounier, a tecnologia do blockchain impactará no emprego, mas isso não significa que as pessoas que antes trabalhavam com questões mais manuais não vão mais trabalhar. “Elas deixarão de executar atividades repetitivas e começarão a trabalhar na inteligência, de forma mais estratégica”, aposta.

Palmaka enxerga a entrada das empresas brasileiras na Indústria 4.0 como um grande desafio no país. “Se o Brasil fosse uma empresa, mal seria digitalizada”, compara. Com a mudança no paradigma das empresas, a CEO enxerga que o país tem grandes desafios relacionados à educação e preparação de trabalhadores para atuar diretamente com a tecnologia.

 

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