Parceria entre empresa, academia e governo constitui tripé de sucesso para desenvolvimento tecnológico

por giovanna publicado 24/03/2011 17h55, última modificação 24/03/2011 17h55
Belo Horizonte – Conforme professor, apesar de visões diferentes quanto a prazos, por exemplos, o que dificulta parcerias, partes ensaiam maior aproximação.

Estreitar a relação é o caminho necessário para trazer o conhecimento das universidades para as empresas, o que gera benefícios mútuos e contribui fortemente para o desenvolvimento tecnológico do País, opina Sandro Márcio da Silva, professor do Instituto Politécnico da PUC Minas.

“O Brasil tem forte potencial de geração de conhecimento. Apesar disso, hoje, mais da metade dos seus pesquisadores está concentrada nas universidades, enquanto poucos se encontram nas companhias”, disse Silva, que participou do comitê de Inovação da Amcham-Belo Horizonte na terça-feira (22/03).

Na avaliação do professor, um dos motivos para a ainda baixa interação empresa-academia no Brasil está no fato de que as duas partes trabalham com prazos diferentes de maturação de projetos. “As culturas entendem ritmo de forma diferente. Para uma companhia, realizar um projeto de forma rápida significa concretizá-lo em algumas horas ou dias. Para uma universidade, rápido  significa três anos”, comparou.

Aproximação

 

Apesar das diferenças, Silva percebe sinais de aproximação crescente entre as duas esferas, que são complementares, especialmente no que se refere à inovação.

Ele destaca, como exemplos desse movimento, esforços em nível federal e, em particular, em Minas Gerais, empreendidos pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, e por agências estaduais, como a Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa em MG).

O professor considera que esses projetos reforçam a impressão de que a aproximação é a solução. O “Programa Mestres e Doutores na Empresa”,  da Fapemig, é uma boa ilustração, ao buscar inserir o pesquisador no setor industrial, incentivando o investimento em projetos inovadores. Com isso, a inovação começa a permear o planejamento e as ações das empresas mineiras, aparecendo como um fator decisivo para a competitividade.

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