Saiba como estruturar a inovação dentro da sua empresa

publicado 21/10/2019 12h10, última modificação 21/10/2019 12h12
São Paulo – Conexão com startups e Corporate Venture Capital são alguns dos modelos que podem ser adotados de acordo com a sua estratégia
Diretor de marketing, digital, e-commerce e insights da 3M, Luiz Serafim, durante o nosso Comitê de Inovação.jpg

Diretor de marketing, digital, e-commerce e insights da 3M, Luiz Serafim, durante o nosso Comitê de Inovação

Dados apontam que mais de 70% dos projetos de inovação corporativa fracassam. Segundo o sócio da Innoscience Maximiliano Carlomagno, existem três causas para o baixo desempenho: desalinhamento entre estratégia e inovação, incompatibilidade de estratégia e modelo, e desencaixe entre modelo e cultura. “Quando a própria empresa não sabe o que ela demanda de inovação qualquer turbulência drena recursos da inovação para outras atividades do negócio”, alerta.

O executivo esteve presente no nosso Comitê de Inovação na última quinta-feira e deu dicas de como estruturar a inovação nas corporações. Ele dividiu o palco com o diretor de marketing, digital, e-commerce e insights da 3M, Luiz Serafim.

Antes de definir o modelo de inovação é preciso saber a estratégia a ser adotada de acordo com as necessidades do negócio. Segundo Maximiliano, o que compõe uma estratégia de inovação é o quanto a empresa precisa inovar e que tipo de inovação se está precisando. “Inovação não é um fim em si mesmo, deve haver um exercício anterior de estratégia”, acrescenta Serafim.

O executivo da 3M lembra que mesmo a empresa enxergando a necessidade de desenvolver disrupções e inventar soluções para segmentos não atuados é preciso ter sinergia dos negócios para atuar em novas frentes. “Conexão de conhecimento é importante para esticar o portfolio com, acima de tudo, qualidade”, aponta.

“Quando a estratégia fica relativamente clara eu consigo definir qual o modelo mais relevante para mim”, explica Maximiliano. Segundo ele, existem quatro principais modelos: Corporate Venture Capital, Innovation Lab, conexão com startups e programa de ideias. Cada um deles tem diferentes horizontes de inovação, níveis de investimento, tipos de inovação, horizontes de tempo e fontes.

Como exemplo ele menciona a conexão com startups. O nível de investimento desse modelo é baixo com um horizonte de tempo de três a seis meses e fonte externa. O horizonte de inovação pode ser para otimização de negócios existentes para clientes existentes e renovação de negócios existentes, ampliando clientes e segmentos de mercado. “Uma das formas mais frequentes e que mostra resultados é a conexão com startups”, afirma Maximiliano.

Além disso, ele lembra que tão importante quanto selecionar o modelo são as práticas de suporte à inovação: funding, liderança, estratégia, cultura, pessoas, estrutura e processo. “O incentivo, o orçamento o pragmatismo e o comportamento colaborativo são todos pilares para uma boa inovação”, comenta. Serafim completa: “Inovação é uma jornada infinita.”

MAIS CONEXÕES

Sabendo da importância da estruturação de inovação dentro das corporações e a fim de promover mais conexões entre grandes empresas e startups, criamos o Amcham Arena, uma competição de startups que em 2019 teve abrangência nacional e mais de 750 startups incritas. “O Arena surgiu da corrida estratégica do mercado por somar inovação e legado às estratégias de negócio”, contextualiza nossa CEO, Deborah Vieitas.