Sete grandes mudanças que vão remodelar o futuro das empresas, segundo Sean Ness (Institute for the Future)

publicado 12/11/2018 17h54, última modificação 28/01/2019 16h24
São Paulo – Especialista trouxe insights sobre novo mundo dos negócios durante o Amcham Spark (08/11)

Como será o futuro da sua organização? Para Sean Ness, guru e consultor estratégico de empresas e membro do Institute for the Future, existem pelo menos sete grandes mudanças que afetarão o funcionamento de qualquer empresa. Segundo o especialista, pelo menos algumas áreas da empresa já devem incorporar essas mudanças para se adaptar ao novo mundo dos negócios.

"Vamos migrar do jeito tradicional para o novo, o que não significa que o antigo vai sumir, mas sim que, provavelmente, o novo vai dominar. A liderança já deve observar o que precisa mudar. Então, como você pode redirecionar sua empresa para essas novas tendências? Como recrutar pessoas novas que tragam isso para a sua organização? E como treinar e capacitar os que já estão aí para o futuro?", provoca.

1. Mais automatização, mais criatividade

Com o avanço da tecnologia, as atividades repetitivas serão substituídas por sistemas e processos automáticos, deixando as pessoas mais livres para trabalhar com criatividade. Portanto, haverá uma alocação de esforços, principalmente nos níveis gerenciais. "Muitas das tarefas de chefes, diretores e gerentes podem ser migradas para softwares que organizam tarefas mais manuais em modo automático”, avisa. Alguns exemplos são automatização de e-mails, relatórios ou mesmo a distribuição de tarefas de colaboradores são algumas dessas funcionalidades.

2. Redes de contribuição

Algo que Ness também enxerga como um insight importante é que organizações migrem de funcionários fixos para redes e grupos de colaboradores por projetos ou tarefas, com mais trabalho temporário e freelancer. A possibilidade de trabalho remoto possibilidade um modelo mais pautado em projetos do que em funções fixas: “A ideia é construir redes de contribuição. Existem milhares de pessoas conectadas na internet e talento por todo o mundo. Cabe à organização achar esses talentos”.

3. Fronteiras abertas

Outra tendência é o fim das delimitações entre áreas da organização e entre as empresas e a sociedade: um funcionamento mais aberto, mais transparente e transversal. “A divisão de ‘marketing faz isso’, ‘Recursos Humanos faz aquilo’, vai se dissolver. As informações vão circular de maneira mais livre na empresa e grandes oportunidades podem surgir a partir disso”, avalia.

4. Compensação: além do dinheiro

A compensação financeira deverá perder importância frente a outros tipos de inceitivo, como engajamento, reputação e notoriedade, de acordo com Ness. “Quando olhamos para algumas organizações, as pessoas que querem fazer algum trabalho não buscam dinheiro, mas sim acesso a sua rede, ao seu network”, exemplifica.

5. Sincronização e interação

Com a tendência de ter mais colaboradores distribuídos, o setor privado também tende a investir em comunicações que permitam a sincronização do trabalho entre os talentos de todo o mundo. A interação será chave para que esse modelo funcione.

6. Fim do recrutamento

Será muito mais raro que uma empresa colete currículos para uma vaga de trabalho. A partir da construção de reputação das pessoas, Ness garante que as pessoas não procurarão emprego, mas os empregos acharão as pessoas. “A tendência é ninguém ligar se você é formado em Harvard: as pessoas querem saber o que você fez”, diz.

7. Mudança no feedback

Outra mudança será na gestão – de um planejamento periódico mais longo, os gestores (ou mesmo softwares) darão feedbacks contínuos, voltados para as tarefas do dia a dia e indicando onde e como cada pessoa melhorar seu desempenho e produtividade.