Startup é uma empresa grande que ainda não cresceu, diz diretor do Cubo

publicado 16/12/2016 10h44, última modificação 16/12/2016 10h44
São Paulo – Flávio Pripas destaca que parceria de startups com grandes empresas traz benefícios às duas partes
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Para Flávio Pripas, diretor geral do Cubo, a relação das startups com as grandes empresas tem a ver com parcerias operacionais, mas também afinidade de pensamento. “Startup não é empresa pequena. É uma grande que ainda não cresceu”, disse, ao participar do comitê de Inovação da Amcham – São Paulo em 9/12 via webinar.

O caso do WhatsApp, aplicativo de conversas que rapidamente se tornou o mais usado do mercado, foi o exemplo citado por Pripas. “O WhatsApp era uma empresa com 42 funcionários quando foi vendida ao Facebook por 19 bilhões de dólares”, detalha.

Pripas destaca que a grande maioria das startups tem vida curta, por causa da velocidade com que seus modelos de negócios dão certo ou fracassam. “Elas têm que validar sua hipótese de produto ou serviço e crescer rapidamente. Tempo e sucesso são variáveis fundamentais para elas.”

No Cubo, centro de empreendedorismo do Itaú, Pripas disse que são poucas as startups que conseguem sucesso. Só 1% das empresas que estão na incubadora faz sucesso. Outras 4% ficam na mesma e 95% acabam falindo, constata o executivo.

Para que as startups tenham mais chance de crescer, é importante ter boa gestão. Essa é uma das grandes contribuições que as grandes empresas podem dar. Enquanto as grandes ajudam com gestão, as startups contribuem com lançamentos rápidos de produtos, comenta Pripas. “No Cubo, ensinamos a grande empresa a trabalhar com startups e vice-versa.”

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