Startups buscam parcerias com empresas e governo para viabilizar negócios

publicado 22/08/2016 11h16, última modificação 22/08/2016 11h16
São Paulo – Financiamento coletivo, acordos com companhias e parcerias público-privadas são alternativas para capitalizar startups
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Para viabilizar os negócios, startups muitas vezes buscam parcerias e captação de investimento com empresas privadas. Felipe Fonte, Fundador e CEO da Nearbee, aplicativo de interação georreferenciado, conta que, por ser um aplicativo gratuito para o consumidor final, foi necessário criar outros modos de rentabilizar o negócio. “Em um primeiro momento, fizemos um crowdfunding [financiamento coletivo] porque pulveriza os recursos e diminui riscos para as empresas que querem investir”, explicou, durante reunião do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham - São Paulo, realizada na sexta-feira, dia 19.

A startup também fez parceria com empresas de segurança privada do estilo joint venture, ou seja, um empreendimento conjunto. Enquanto a Nearbee cuida da plataforma de marketing e de tecnologia, as empresas maiores cuidam do monitoramento, gestão financeira e distribuição. Com a parceria, foi possível criar o Alfabee, dispositivo que se conecta com o smartphone em situações de emergência, com a vantagem de fornecer a localização exata de quem fez o chamado.

O aplicativo foi criado com a ideia de diminuir a violência, conta o CEO. “Detectamos que, muitas vezes, as pessoas não sabem pra quem pedir ajuda quando tem alguma emergência ou problema de segurança: se avisa a família, a emergência, a polícia”, explicou. Através da criação de um perfil na rede, é possível se conectar com outras pessoas - que estão próximas ou de confiança -, ativar um alerta ou até mesmo chamar a emergência. Com o tempo, o aplicativo se expandiu para além do propósito da segurança e agora é uma plataforma de interação social, com o objetivo de ampliar o mercado e as possibilidades de negócios.

Outra startup que teve como iniciativa ajudar a solucionar de problema de segurança foi o Áudio Alerta, que utiliza sensores de áudio para monitorar ambientes junto a câmeras de segurança. A tecnologia traz a vantagem de identificar os tipos de som durante a ocorrência - como um tiro, explosão ou batida de carro para ajudar quem está monitorando a tomar a decisão correta para lidar com a situação de forma mais rápida. “Primeiramente pensamos no projeto como uma solução para entidades públicas, mas nos últimos anos esse mercado foi afetado pela crise. Por isso, tivemos que redirecionar para o mercado privado e se adaptar a novas situações”, explicou Ivo Frasão Nascimento, gerente de projetos da startup. Para viabilizar o projeto, nesse caso, foi oferecer a tecnologia para empresas privadas de segurança e, em troca, usar a estrutura dessas empresas como câmeras, sistemas de monitoramento e equipamentos de instalação.

Parcerias público-privadas

Outra alternativa para startups pode ser também uma parceria público-privada segundo Francisco Viniegra, presidente da Livrit, empresa que desenvolveu um aplicativo para mapear a cidade quanto à questões de acessibilidade. “Esses dados coletados de forma colaborativa funcionam com cruzamento de outros dados de Secretarias Municipais. Com a junção desses dados, é possível localizar onde estão os problemas de acessibilidade e os maiores fluxos de pessoas com deficiência. Assim, o poder público sai com diretrizes de ações de gestão, sabe onde deve investir”, explicou. Ainda em estágio inicial, o foco da empresa é mapear o Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, focando nos pontos turísticos, culturais e arenas olímpicas, além de oferecer alternativas de deslocamento para pessoas com mobilidade reduzida.

Cisco Porto Maravilha 2016

As três empresas participaram do Programa de Inovação Urbana da Cisco, que criou uma plataforma tecnológica no Porto Maravilha – área revitalizada da Praça Mauá e adjacências no zona portuária do Rio de Janeiro - em parceria com a Prefeitura da cidade. O projeto focou em startups e iniciativas que propunham soluções urbanas inteligentes, visando a transformação da cidade, tendo em vista principalmente os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

 

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