TICs incrementam produtividade e qualidade da economia, diz economista

publicado 08/07/2015 10h02, última modificação 08/07/2015 10h02
Recife - Professor de economia da UFPE, José Carlos Cavalcanti discutiu os impactos das Tecnologias de Informação e Comunicação para a economia do país
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Além de terem revolucionado as relações de trabalho e a vida em sociedade nos últimos anos, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) também trouxeram impactos significativos na economia. Esse é o ponto de vista defendido pelo sócio da consultoria Creativante e professor do departamento de economia da UFPE, José Carlos Cavalcanti, que falou na manhã da última quarta (1/7) no comitê estratégico de TI da Amcham Recife.

De acordo com o especialista, cada R$ 1 milhão investido em telecomunicações representa R$ 1,44 milhão em valor adicionado à economia, além da geração de 40 postos de trabalho. Para se ter uma ideia, para os mesmos R$ 1 milhão investidos, a indústria automobilística gera R$ 1,23 milhão de retorno à economia e a geração de 35 postos de trabalho. “As TICs comprovadamente incrementam a produtividade e a qualidade do trabalho. Há estudos feitos nos Estados Unidos que apontam que a crise iniciada em 2008 só não foi pior graças aos efeitos dessas tecnologias na economia”, aponta Cavalcanti.

O professor ressalta que o Brasil tem um enorme potencial nesse ramo de atuação, sendo o 5º maior mercado de TICs do mundo, conforme dados da BRASSCOM (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Contudo essa potencialidade ainda é muito pouco aproveitada, visto que o país ocupa a 84ª posição mundial (dentre 144 países) em termos de preparo, uso e impacto na economia e sociedade, segundo o Índice de Preparo em Rede do Fórum Econômico Mundial em seu The Global Information Technology Report 2015.

Para Cavalcanti, esse cenário precisa mudar, inclusive por conta das potenciais melhorias que um avanço no setor traria à própria gestão pública. “O uso extensivo e intensivo de soluções completas com TICs são essenciais para o aumento da competitividade de todos os setores produtivos e para a massificação dos serviços essenciais de competência do estado.” 

 Ele também elogiou a organização de suporte às TICs existentes em Pernambuco, com destaque a iniciativas como o César, o Porto Digital e o Centro de Informática da Federal.

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