Antes de criar programa de compliance, Votorantim apurou milhares de obrigações legais, administrativas e sociais

publicado 13/07/2018 10h40, última modificação 13/07/2018 11h04
Curitiba – Ana Carracedo, head de compliance, destaca importância da visão integrada no processo

Para montar seu programa de compliance, a Votorantim teve que fazer um levantamento de todas as obrigações legais, administrativas e sociais que deveria cumprir. Foram mais de 35 mil procedimentos, revela Ana Paula Carracedo, diretora de riscos, compliance e linha ética da Votorantim.

E não poderia ser diferente, segundo a executiva, em função da necessidade de considerar todos os aspectos organizacionais. “Quando se fala de governança, tem que haver visão de compliance, jurídico, auditoria e regulamentações, sejam elas externas ou internas”, disse, no comitê de Legislação & Compliance da Amcham-Curitiba em 12/7.

Na reunião, Carracedo detalhou o histórico de estruturação da área de compliance da Votorantim. Com mais de 30 mil funcionários espalhados pelo mundo, a Votorantim atua em 20 países nos setores de commodities metálicas e agrícolas.

Depois de apuradas, as obrigações foram separadas em categorias. Para criar o código de conduta, a Votorantim também se baseou nos valores organizacionais. Carracedo ressaltou a importância de se definir uma metodologia para operar e mensurar resultados.

A iniciativa, segundo Carracedo, envolveu toda a empresa. “O compliance depende de união de esforços para melhorar o nível de cumprimento das regras. Por isso, envolver o Conselho, a presidência e a alta diretoria é fundamental”, observa.

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