Bônus mais vantajoso que salário pode incentivar corrupção nas empresas, aponta professor da NYU

publicado 04/06/2019 12h35, última modificação 10/06/2019 14h41
EUA – Aulas sobre práticas de conformidade foram ministradas durante a nossa Terceira Missão de Compliance
Delegação da Missão Internacional de Compliance 2019 em visita à New York University.jpg

Delegação da Missão Internacional de Compliance 2019 em visita à New York University

Quanto mais dependente de bônus for o salário de um funcionário, maior a chance dele ultrapassar a linha de ética. Ao menos é o que defende o professor da New York University (NYU), Geoffrey Miller. “Há um estudo que diz que quanto mais os empregados são pressionados pelos resultados, o risco de crime é materialmente maior”, afirma.

O docente ministrou algumas das aulas voltadas para a nossa delegação durante a Terceira Missão de Compliance. Foram discutidas questões como proteção de dados, cibersegurança, novas tecnologias e monitoramento interno entre os dias 29/4 e 3/5, em Nova Iorque e Washington.

Miller também reforça a necessidade de haverem programas de denúncias nas empresas e controle interno. “As pessoas precisam ter medo de serem pegas”, comenta, alertando também que não basta ter um código de ética, é preciso aplicá-lo.

Em relação ao conselho de administração, Miller afirma que é necessário haver um especialista de compliance no comitê de gestão da empresa. “Transformar as ações não conformes é caro para a empresa; este é um apelo ao pensamento econômico”, desenvolve.

SEGURANÇA CIBERNÉTICA

Também professora da NYU, Judith Germano ensina que perguntas podem ajudar no aperfeiçoamento das práticas de compliance para segurança cibernética. Qual informação é mais importante e onde estão os dados são algumas das questões apresentadas. “Tenha certeza de que você está fazendo as melhores perguntas”, aponta.

GESTÃO DE CRISE

O Chefe da divisão criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Marshall Miller, lista o que é preciso fazer antecipadamente para estar preparado em caso de crise:

- Plano de gerenciamento de crises: pode ser um único ou vários (incidentes cibernéticos, etc.).

- Principais atores: ter definido quem toma as decisões e quem toma as responsabilidades.

- Plano de comunicação: para a empresa, para parceiros, clientes ou comunicação mais ampla.

- Investigação e obtenção de fatos rapidamente: reter documentos e manter a integridade alheia.

INOVAÇÃO EM ISRAEL

De 31 de setembro a 8 de novembro, realizaremos a Missão Internacional de Inovação em Israel. O objetivo é apresentar aos participantes o ecossistema de empresas e instituições que tornaram o país um dos mais inovadores do mundo. Para mais informações, entre em contato pelo (11) 5180-3739 ou via [email protected].

Esta será a nossa 3ª Missão Internacional do ano. Já que, na mesma época da Missão de Global Advocacy, também levamos um grupo de executivos para Nova Iorque e Washington para a Missão de Compliance. Conheça outras edições das Missões Internacionais Amcham Brasil aqui.