Cenário de investigações faz Francisco Rezek crer em redução de corrupção nas empresas

publicado 29/04/2016 10h16, última modificação 29/04/2016 10h16
São paulo - O ex-ministro do STF também enxerga que suprema corte brasileira tem muitas demandas políticas
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 A operação Lava-Jato causou uma quantidade de prisões de políticos e executivos envolvidos em esquemas de corrupção sem precedentes. Diante deste cenário de investigações, Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal acredita que a corrupção em empresas privadas deve diminuir uma vez que a iniciativa partiria dos agentes políticos.

“Sem dúvida. Um dado é bastante expressivo ao meu ver. Quando certos capitães do empresariado, do setor das empreiteiras destacadamente, se despuseram à delação premiada foi porque se convenceram de que, embora não negue a própria vilania, eles não foram os articuladores do oceano de lama que se transformou a atividade pública”, falou após o Comitê Estratégico de Presidentes, realizado na sede da Amcham Brasil, em São Paulo.

Rezek explica a sua lógica ao dizer que alguns empresários se despuseram a colaborar com a justiça. “Estão dispostos a confessar as próprias culpas ao mesmo tempo em que dizem tudo o que aconteceu e procuram, com isso, convencer a justiça que quando foram achacados pelos corruptos da função pública, eles cometiam um crime desculpável na medida em que colaborem com a justiça na identificação de culpas maiores”, comentou.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal também falou sobre a excessiva demanda política que sobrecarrega os juízes da Suprema Corte brasileira. Veja em vídeo.

 

 

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