Departamentos jurídicos precisam mudar para absorver novas tecnologias, avalia advogada

publicado 16/12/2016 11h07, última modificação 16/12/2016 11h07
São Paulo – Advogados precisam entender melhor o negócio e seus processos para se tornarem parceiros da empresa
departamentos-pic01.jpg-2707.html

As novas tecnologias vão substituir algumas atividades que os advogados fazem hoje, o que representará um desafio para as empresas e escritórios. Essa é a avaliação de Flavia Rebello, sócia do Trench, Rossi e Watanabe Advogados. Para a especialista, os advogados precisam reestruturar o modelo de negócios dos departamentos jurídicos para absorver essas mudanças.

"O que se exige do advogado hoje é uma coisa muito mais ampla do que no passado, que era um parecer ou uma análise estritamente jurídica. As empresas precisam de uma parceria para assumir riscos. Para ajudar a empresa a assumir risco, o escritório ou o departamento jurídico precisa entender o negócio", explicou, durante o comitê estratégico de Diretores e VPs Jurídicos da Amcham – São Paulo, realizado no dia 14/12.

A advogada avalia que, com as pressões e demandas internas que o departamento jurídico está sofrendo, a melhor forma de se preparar para as mudanças é entender quais são as necessidades efetivas das empresas. Um dos pontos centrais, para Rebello, é preparar sistemas que consigam facilitar o acesso à informação. "Muitas vezes as empresas não estão preparadas [para gerir essa quantidade de informação], o que expõe a empresa a riscos. É importante que esse acesso à informação seja feito de maneira rápida, com informações atualizadas e formatadas para facilitar a leitura", aponta.

Compliance

Fernando Martins, da área técnica de soluções da SAP, avalia que há sistemas e aplicações que podem otimizar alguns processos na empresa e evitar erros que prejudicam as operações de negócios, principalmente relacionados a gestão de riscos e de perdas financeiras. "Melhorias na gestão de perdas financeiras podem significar até 5% a mais na receita líquida, por isso é um tema que interessa as empresas brasileiras", indica. Dentro da gestão de riscos, o especialista recomenda que cada área faça um mapeamento dos riscos que podem impactar nas operações. Depois desse mapeamento, a empresa deve resolver se mitiga ou aceita riscos.

registrado em: