Erros e acertos: boas práticas para a ação do compliance nas empresas

publicado 27/05/2019 10h00, última modificação 24/05/2019 19h23
Campinas – Executivos da Petrobrás e da Vexia compartilharam experiências durante o nosso Fórum de Compliance
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Executivos da Petrobrás e da Vexia compartilharam experiências durante o nosso Fórum de Compliance

Entender os maiores riscos ao negócio é um dos passos iniciais para a atuação do compliance, segundo o, vice-presidente de governança, riscos e compliance da Vexia, João Orzzi. O executivo esteve presente no nosso Fórum de compliance em Campinas no dia 09/05. 


Dividindo o palco com Orzzi, a gerente geral de compliance da Petrobras, Renata Elias, apresentou um breve panorama da trajetória da Petrobras, com foco nas ações de resposta e remediação tomadas pela empresa para combater a crise que a atingiu em 2015.

Orzzi reforçou a importância em ter clareza sobre os company killers (riscos aos negócios). “A cada dia podem ocorrer eventos capazes de impactar não só a continuidade das atividades essenciais das empresas como também a vida de milhares de pessoas”, lembrou. 

Gerenciamento 

O executivo da Vexia acrescentou também que é preciso um mapeamento, classificação e avaliação de riscos empresariais para lidar com o cenário de crise. “Além disso, precisa-se construir matrizes de riscos estratégicos e operacionais e o monitoramento através de ferramentas dashboard voltada à estratégia corporativa”, finalizou. 

Renata deu exemplos das ações realizadas pela Petrobras como resposta ao cenário de crise, como a contratação de especialistas em combate à corrupção, a criação de um comitê especial e investigadores independentes. “Criamos uma diretoria de governança e conformidade, reformulamos a composição do conselho e diretoria, e aprimoramos critérios de indicação para posições-chave.”, conta. 

Além disso, outras ações de controle e prevenção de fraudes foram a reformulação do código de ética e guia de conduta, a adoção da due diligence de integridade para fornecedores e outras contrapartes, treinamento de comunicação em compliance para todos os empregados e grupos específicos, entre outros. “Criamos várias camadas de governança que hoje nos auxiliam na tomada de decisões", ela destaca.

A gerente geral conta que depois de colocadas em prática todas essas medidas, em 2017 a empresa teve seu ponto de virada, gerando lucro pela primeira vez pós-crise. “Também conseguimos uma redução da dívida e a gestão ativa do portfólio com grandes oportunidades exploratórias, voltando a fortalecer suas parcerias”, explica.