Fraudes corporativas geram prejuízos em 34% das empresas no mundo, aponta pesquisa

por marcel_gugoni — publicado 05/03/2012 15h05, última modificação 05/03/2012 15h05
Curitiba – Nível de fraudes em companhia brasileiras aumenta e se aproxima da média mundial; para uma em cada dez organizações, prejuízos anuais passam de US$ 5 milhões.
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Ao menos 34% das empresas no mundo já foram alvo de fraudes corporativas e, dessas, mais da metade teve problemas do tipo envolvendo os próprios funcionários. Dados da pesquisa Global Economic Crime Survey 2011 mostram que uma em cada dez companhias que revelaram ter sido vítimas de fraudes sofreu prejuízos de mais de US$ 5 milhões. 

As informações foram apresentadas durante o comitê de Legislação da Amcham-Curitiba na última quarta-feira (29/02). Jerri Ribeiro, sócio da PricewaterhouseCoopers na área de consultoria de Gestão de Negócios para a Região Sul do Brasil, demonstrou que as fraudes no País vêm crescendo também – e se aproximando da média mundial.

Ele diz que 33% das companhias brasileiras sofreram com crimes econômicos no último ano. “O percentual aumentou bastante em relação a 2009 e se aproxima do resultado global de 34%”, afirma.

A pesquisa mostrou que 56% das organizações no mundo apontaram que os casos mais sérios de fraudes foram cometidos internamente. O estudo destacou que roubo de ativos, crimes eletrônicos, corrupção e fraudes contábeis como as formas mais comuns de crimes econômicos apontados pelas empresas.

Gestão de risco

Auditoria interna, participação dos gestores na análise de riscos, monitoramento de transações suspeitas e conhecimento dos steakholders (clientes, parceiros, fornecedores e staff) são algumas estratégias apontadas por especialistas para a prevenção dessas fraudes.

De acordo com o delegado de Polícia Civil do Estado do Paraná, Rafael Vianna, que também participou do evento, conhecer os colaboradores da empresa é um passo essencial na gestão de riscos.

“Estratégias como cadastros de funcionários são importantes para garantir a segurança corporativa”, indicou Vianna.

Ele também alertou para a necessidade do conhecimento por parte das empresas dos riscos e dos tipos mais comuns de fraudes corporativas. Para Vianna, se a organização encontra-se informada, tem maiores chances de identificar alguma tentativa de golpe.

A informação também é ferramenta importante na avaliação de Ribeiro, o qual reconhece que as empresas brasileiras ainda caminham lentamente em busca da prevenção e do monitoramento de seus riscos.

“No Brasil, as empresas estão começando a ter maior consciência dos riscos de fraudes apenas agora. Em especial, as companhias de médio porte acabam não investindo em segurança corporativa por falta de informação e não pelo investimento demandado.”

Para os dois especialistas, o envolvimento do Conselho de Administração e dos líderes da empresa no combate a fraudes, assim como o gerenciamento de setores estratégicos, como o financeiro e o de tecnologia da informação, são outras importantes medidas para a prevenção.

“As empresas precisam estar alertas para detectar fraudes”, diz Vianna. Para Ribeiro, “no Brasil, por exemplo, o crime digital é a segunda fraude mais comum. Ainda assim, 64% das companhias afirmaram não estar atentas aos sites de mídia social.”

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