Gestão de compliance pode ser feita por executivos de diversas formações

por daniela publicado 10/08/2011 14h47, última modificação 10/08/2011 14h47
São Paulo - Profissional responsável pela conformidade das atividades empresariais às regras e leis não precisa ser necessariamente da área jurídica, sustenta Mona Clayton, sócia da PwC.
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A gestão de compliance - conjunto de esforços para atuação das companhias em conformidade com leis e regulamentações inerentes às suas atividades, assim como elaboração de códigos de ética e políticas de conduta internos - pode ser conduzida por executivos de variadas formações, não somente pelos que têm carreira na área jurídica, defende  Mona Clayton, sócia da PricewaterhouseCoopers (PwC).

“Os compliance officers (executivos de compliance) não precisam ser necessariamente advogados. Eles podem ter diferentes formações, como contabilidade, engenharia e comunicação. O importante é que tenham conhecimento e busquem atualização constante sobre leis, normas, processos e controles”, explicou Mona, que participou nesta quarta-feira (10/08) do comitê de Diretores e Vice-Presidentes Jurídicos da Amcham-São Paulo.

Atualmente, as grandes companhias, principalmente as multinacionais, têm destacado executivos para se dedicarem em tempo integral a compliance; porém, nas pequenas e médias empresas (PMEs), com estruturas mais enxutas, não tem sido dessa forma, segundo a consultora. Neste último caso, é selecionado um executivo que atua em determinado departamento, mas que também dedica parte de seu tempo aos trabalhos para adequação às regras e ao gerenciamento de riscos.

Soluções para PMEs

As PMEs têm a possibilidade de estruturar compliance com menos recursos; portanto, com resultados efetivos, enfatiza Mona. “Essas organizações podem implementar boas políticas, realizar treinamentos de pessoal e aperfeiçoar a comunicação interna. Além disso, os líderes precisam dar o ‘tom’ das condutas e manter uma hotline (canal para recebimento de denúncias).”

Na avaliação da sócia da PwC, os empreendimentos de menor porte no Brasil ainda não se atentaram a essa questão, com exceção dos fornecedores de empresas globais. “Sabemos que aquelas pequenas empresas e médias empresas que têm interação com grandes, especialmente as multinacionais, têm se motivado a desenvolver estruturas de compliance, até porque existem algumas exigências nesse sentido.”

 

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