Incentivar a prática da advocacia na graduação pode melhorar o nível dos profissionais

por lays_shiromaru — publicado 06/02/2014 16h09, última modificação 06/02/2014 16h09
São Paulo – Especialistas compartilham propostas para reforma na grade curricular de Direito
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Para melhorar o nível dos profissionais formados em Direito, Thiago de Carvalho e Silva do Val, coordenador de Legislação e Normas de Regulação e Supervisão da Educação Superior no MEC, propõe mais incentivo à prática da advocacia durante a graduação.

“Alguns alunos apresentam textos de qualidade muito abaixo de nossas expectativas e não entendem o funcionamento de processos básicos da profissão”, disse durante o último encontro do comitê de Legislação da Amcham, em 05/02.

Para ele, “é importante instigar o interesse deles em praticar o que se aprende em sala por meio de estágios e entender melhor o dia a dia do trabalho de um profissional da área”.

Outra proposta para melhorar ainda mais a qualidade da formação em Direito é incentivar a realização de atividades extracurriculares, como é feito nas universidades de Harvard e Oxford, por exemplo.

De acordo com Heleno Torres, presidente da Comissão de Graduação da Universidade de São Paulo e também palestrante no comitê da Amcham, a ação contribuiria para uma formação mais completa. “É preciso mostrar aos alunos que há conhecimento além da sala de aula, incentivá-los a fazer pesquisas, garantindo uma boa formação profissional e pessoal”, diz. 

Além disso, Torres ressalta também a importância de oferecer aos alunos mais opções de matérias a serem cursadas. “Antigamente, no quarto ano da graduação na USP, escolhia-se apenas entre estudar Direito público ou privado, o que felizmente foi mudado na reforma da grade curricular, em 2007”, conta. “É fundamental conhecer a profissão como um todo.”

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