Parceria entre departamentos jurídico e de compras melhora resultados

publicado 12/11/2015 13h29, última modificação 12/11/2015 13h29
São Paulo – Parceria permite maior controle do orçamento e melhor gestão dos fornecedores
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É comum que os departamentos jurídicos façam suas contratações independentemente das equipes de compra. Mas a parceria entre as duas áreas, na Pfizer, vem alcançando resultados que possibilitam melhor gestão do orçamento e dos fornecedores.

O trabalho em conjunto começou há menos de um ano e meio, partindo da integração entre equipes. “Colocamos um profissional para entender o andamento e o ‘idioma’ do jurídico, que nos deu essa abertura”, lembra Eduardo Multari, Procurement Leader for Southern Latin America da Pfizer, que esteve no comitê estratégico de Diretores e Vice-presidentes Jurídicos da Amcham – São Paulo, quarta-feira (11/11).

As duas áreas definiram conjuntamente a estratégia para utilizar o budget, partindo das necessidades do jurídico. “Na Pfizer, a definição é do stakeholder; a área de compras entra como suporte para buscar a melhor solução”, afirma.

No briefing do “cliente”, o departamento de compras recebeu as seguintes prioridades, nessa ordem: garantia de fornecimento e compliance (os escritório de advocacia têm de estar em dia com o compliance, ter estabilidade financeira, judicial e fiscal); qualidade (profissionais qualificados, gestão e conhecimento das matérias); serviço (risk assessment, timming e key account); custo (formatos de cobrança e prazo de pagamento); e inovação (análise de impactos financeiros, informações de mercado e tendências sobre as matérias).

“O foco não era o preço, mas o atendimento ao cliente (departamento jurídico), em como chegar ao desejado”, cita Multari.

As equipes redesenharam, então, vários critérios de contratação, como os de desfecho de casos, formato de pagamentos, previsão de impacto financeiro, diferença entre estruturas dos escritórios contratados e gestão descentralizada dos fornecedores.

Entre outros resultados, o trabalho permitiu redução de budget, definição de nível de serviço, desenvolvimento de estratégias, negociação de contratos, criação de parcerias e de valor.

Os trâmites permitem ainda uma previsão das futuras demandas, com possibilidade de revisão das projeções. “Conseguimos ter visão de longo prazo e previsão por cinco anos à frente”, comenta.

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