Lawtechs vão criar “advocacia de dados”, diz empreendedor

publicado 13/09/2017 10h14, última modificação 13/09/2017 10h31
São Paulo – Bruno Feigelson (AB2L) destaca que o trabalho do advogado será mais analítico
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Da esq. para a dir.: Bruno Feigelson (AB2L e Sem Processo), Orlando Vignoli (Wonder.Legal), Hélio Moraes (Amcham), Nick Peterson (Advise Brasil), e Ângelo Ribeiro (Looplex)

As startups de serviços jurídicos, também conhecidas como lawtechs ou legaltechs, vão criar uma “advocacia de dados” e tornar o trabalho dos advogados mais assertivo frente ao Judiciário, opina Bruno Feigelson, presidente da Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs (AB2L) e CEO da startup jurídica Sem Processo.

“Hoje o Judiciário é uma caixa preta, você não sabe por que aquela corte ou juiz tomou determinada decisão. Mas quando se tem interpretação de dados, como o mapeamento do histórico de decisões de tribunais e juízes, estamos falando de análise científica. E o advogado do futuro vai ser muito mais um analista de dados do que um executor de processos”, argumenta Feigelson, no comitê de Legislação da Amcham – São Paulo na quinta-feira (24/8).

Além de Feigelson, três líderes de lawtechs participaram do debate: Ângelo Ribeiro, CEO da Looplex, Nick Peterson, diretor de marketing e produtos da Advise Brasil, e Orlando Vignoli, advogado da Wonder.Legal. Essas lawtechs são parte da primeira onda de novas empresas que trarão novos serviços que reduzirão a burocracia dos processos judiciais, de acordo com o empreendedor.

Entre os serviços existentes no mercado, os de resolução online de disputas (Sem Processo, Concilie Já), redes profissionais (Dubbio, TodosAdvogados), gestão empresarial (Advise Brasil, RBO Sistemas, Contraktor) e busca e inteligência analítica de processos (Legal Insights, Kurier).

Para ilustrar o potencial das legaltechs de aumentar a eficiência do setor, Feigelson cita um dado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estima que as despesas do Judiciário brasileiro chegaram a 79 bilhões de reais em 2015, ou 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB). “É o país que mais gasta com Judiciário no mundo”, afirma. No mesmo período, a Justiça acumulava 100 milhões de ações em curso.

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