Magazine Luiza: “Temos vagas, não vagas para deficientes”

por lays_shiromaru — publicado 15/04/2015 11h32, última modificação 15/04/2015 11h32
São Paulo – Treinamento das equipes e adaptação dos espaços físicos estão entre as estratégias da companhia para inclusão
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O fortalecimento do conceito de igualdade dentro do Magazine Luiza foi uma das estratégias adotadas pela empresa para conseguir contratar a porcentagem de colaboradores com deficiência física, exigida pela Lei de Cotas. “Temos vagas, não vagas para deficientes. Não queremos discriminar nem privilegiar ninguém”, explicou Ivone Santana, gerente de Relações Corporativas e Sustentabilidade, ao comitê de Legislação da Amcham, em 14/04. 

Responsável pela campanha de inclusão desde 2013, ela conta que a valorização das pessoas pela companhia facilitou muito o processo. “Os negócios do Magazine Luiza dependem muito das relações entre as pessoas”, diz.

Numa primeira etapa, de análise da cultura organizacional, Ivone revela que a equipe identificou desconhecimento da parte dos colaboradores de como lidar com as pessoas com deficiência. “Alguns tinham receio de oferecer ajuda e parecer grosseiro”, exemplificou. “Tivemos que olhar para dentro e aprender com nossas próprias dúvidas.”

A partir daí, houve um forte investimento em comunicação interna para engajar todos os colaboradores. “Todos assumiram a causa. Deixou de ser o projeto do RH e virou um dos 10 projetos prioritários da empresa nos dois últimos anos”, conta.

Além disso, o time de recursos humanos recebeu treinamentos para melhorar os processos de seleção e foi criada uma página na intranet voltada para o assunto, com cursos de capacitação online. Também foram investidos R$ 90 mil para aumentar a acessibilidade dos espaços físicos da companhia. “Tem um custo alto, mas o retorno foi enorme em reputação e clima”, relata.

As ações permitiram que o número de pessoas com deficiência contratadas pulasse de 302 em 2012 para 740 em 2013. Hoje, elas representam mais de mil dentre os 22 mil funcionários. As mudanças também garantiram ao Magazine Luiza o título de uma das 10 melhores empresas para deficientes físicos trabalharem.

“A questão da desigualdade é de longa data e ainda vai levar tempo para ser solucionada. Somos favoráveis à Lei de Cotas e acho que é um instrumento temporário para conquistarmos a igualdade”, diz.

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