Sistema que busca desburocratizar processo de registro de empresas em Pernambuco começa a funcionar até final do semestre

por giovanna publicado 23/04/2012 18h23, última modificação 23/04/2012 18h23
Recife – Ferramenta integrará dados de Junta Comercial, escritório regional da Receita Federal, prefeituras, Secretaria da Fazenda, Corpo de Bombeiros e Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária.
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Um sistema eletrônico vai unificar os cadastros de órgãos envolvidos no registro para abertura, alteração e extinção de empresas em Pernambuco. A expectativa é que a ferramenta, chamada Rede Sim Pernambuco, comece a operar até o final de junho. As informações são de Philipe Jardelino, coordenador técnico da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe). 

“A intenção é trazer para um único ambiente todas as unidades de registro sob um software, um portal eletrônico. Assim, esperamos melhorar o ambiente de negócios, facilitando o registro das empresas e acompanhando a dinâmica da economia pernambucana”, declarou Jardelino, que participou do comitê Jurídico da Amcham-Recife na terça-feira (17/04).

Além da Junta Comercial, integrarão esse sistema o escritório regional da Receita Federal, Corpo de Bombeiros, Secretaria da Fazenda, Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária e, em um primeiro momento, as prefeituras de 24 municípios de Pernambuco, além da capital, Recife.

O coordenador técnico da Jucepe adianta que a implantação do sistema está em fase de formatação, assinatura de convênios, contratos e protocolos entre esses órgãos.

Dentre as vantagens da Rede Sim, Jardelino cita a desburocratização e agilização da abertura de empresas, a unificação dos documentos, o menor custo para o contribuinte e uma capacidade mais ampla de gerir os processos das companhias.

Investimento

De acordo com o coordenador da Jucepe, o investimento realizado no novo sistema foi de R$ 1,3 milhão, valor que envolve a implantação, compra, licenciamento e transferência de tecnologia do sistema originalmente desenvolvido por uma empresa do Rio de Janeiro.

“É preciso que nossa equipe domine a tecnologia do sistema e os códigos-fonte. Esperamos que em 12 meses esse processo seja totalmente concluído e assim possamos dar continuidade ao funcionamento com a equipe da própria Jucepe”, explicou.

A Jucepe será a gestora do sistema que redistribuirá aos órgãos participantes a compilação cadastral que cada um necessita para efetivar o registro da empresa. Segundo Jardelino, o sistema já é utilizado no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina e está em fase de implantação também no estado da Bahia.

 

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