Ações de marketing em dispositivos móveis exigem alinhamento com demais estratégias de divulgação de uma marca

por giovanna publicado 19/07/2011 16h57, última modificação 19/07/2011 16h57
Recife – Aplicativos aproximam o consumidor, o que demanda cuidado mais intenso das companhias.

A utilização de aplicativos para smartphones, tablets e celulares muda a maneira como o consumidor lida com um produto e sua marca. Entender como integrar essa realidade à estratégia de marketing de uma companhia é vital para o sucesso do que se convencionou chamar mobile marketing. Quem aponta é o especialista Luciano Ayres, diretor da I2 Mobile.

“Antes de disponibilizar um aplicativo para dispositivo móvel é preciso rever toda a estratégia de marketing de um produto e ver se o aplicativo realmente faz sentido nesse contexto”, apontou Ayres, que participou do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham-Recife nesta terça-feira (19/07).

Ayres destaca que os dispositivos móveis aumentam a exposição da marca, o que exige maior cuidado para não afetar sua credibilidade. “O marketing não se trata mais apenas de uma fachada de um prédio, um comercial de TV ou um site na internet. Agora as marcas estão presentes em qualquer lugar onde o consumidor estiver e com várias formas de interação. Isso exige maior cuidado”, defende o especialista.

Mercado aquecido

O diretor da I2 Mobile, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, avalia que o mercado para os aplicativos móveis está aquecido, principalmente no Sudeste do País.

“A maior demanda que atendemos é proveniente de São Paulo e Rio de Janeiro. Infelizmente ainda são poucas as empresas no Nordeste que têm se preocupado com ações de mobile marketing. De qualquer forma, o quadro é positivo já que, no Nordeste, 20 milhões de pessoas possuem celulares, com previsão de que esse número cresça 30% ao ano. Isso demonstra o quanto o mercado de aplicativos ainda pode aumentar”, analisou Ayres.

Dentre os segmentos que já vêm utilizando esse canal de comunicação com o consumidor, o especialista ressalta o varejo como o mais intenso.

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