Como a profissionalização da gestão levou a Keko a se tornar líder em acessórios automotivos

publicado 05/11/2014 12h05, última modificação 05/11/2014 12h05
São Paulo – Presidente contou trajetória no Encontro de Empreendedores da Amcham – São Paulo
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A Keko, fabricante de acessórios para personalização de veículos automotores, nasceu há 28 anos na Serra Gaúcha, na oficina do pai de Leandro Mantovani, atual presidente da empresa. A empresa cresceu, virou líder em seu segmento, recebeu aporte de fundo de investimento e está preparada para acompanhar eventuais mudanças do mercado automotor, garante o executivo. Mas para chegar a esse ponto, teve de profissionalizar a gestão, afirma Mantovani, que contou a história no VII Encontro de Empreendedores da Amcham – São Paulo, terça-feira (04/11).

Além do presidente da Keko, participaram Carla Sarni, presidente da Sorridents (leia mais aqui); Júlia Maciel, fundadora do Clube do Zero; Marcelo Cesana, CEO da Frooty Açaí; e Márcio Sant’Anna, presidente da Ecom Energia (leia mais aqui).

Mantovani era adolescente e ajudava o pai nos finais de semana, quando o negócio começou, na década de 80. Na década seguinte, a família começou a expandi-lo. Os produtos ainda não eram conhecidos em São Paulo e Mantovani viajava desde Rio Grande do Sul, de carro, para bater de loja em loja na capital paulista. “Avião era caro”, pontua.

A empresa levou nove anos para faturar o primeiro R$ 1 milhão anual. Nos cinco anos posteriores, o faturamento se multiplicou 24 vezes. “Mesmo assim, muitas vezes pensamos em desistir“, relata.

As transportadoras foram a “primeira rede de distribuição” da Keko. Hoje, a companhia possui uma transportadora e centros de distribuição em Indaiatuba-SP e Camaçari-BA, para atender 2.500 concessionárias.

Com o crescimento da empresa, a gestão se profissionalizou. Alguns familiares foram realocados de cargos para outras empresas do grupo. “Desde a entrada do fundo (em 2007), temos metas a cumprir. A gestão é profissional, os diretores são contratados e não há parentesco entre os 400 profissionais”, declara.

O ingresso do fundo, diz o presidente, foi mais para perpetuar o negócio do que com interesse no capital. A empresa já atua em 37 países e, no Brasil, chega a fornecer à linha de montagem de algumas montadoras.

Para Mantovani, o segmento de autos cresceu muito nos últimos 10 anos, mas o mercado ainda tem espaço para crescer. “Vamos continuar focando nos nichos. E se montadoras precisarem mudar estratégia para continuar vendendo, mudamos também”, diz. “Não existe sonho na nuvem, mas mão na massa”, conclui.

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