Demanda por serviços de mobilidade e novos softwares ampliam uso de cloud computing

por andre_inohara — publicado 20/06/2013 17h22, última modificação 20/06/2013 17h22
São Paulo – Big data e serviços de vídeo e e-mail exigem capacidade maior de armazenamento
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A computação em nuvem (cloud computing, em inglês) está se popularizando entre as empresas, puxadas principalmente pelo uso crescente dos dispositivos móveis e desenvolvimento de novos softwares.

“Temos visto uma grande demanda por [serviços voltados à] mobilidade usando o clouding, que também está sendo usado para abrigar a massa de dados necessária ao desenvolvimento de big data”, comenta Carlos Duque, vice-presidente de serviços de infraestrutura da Capgemini, multinacional francesa de serviços de Tecnologia da Informação (TI).

A Capgemini tem investido muito em tecnologia de cloud. “Fizemos uma parceria com a Microsoft, em que colocamos na nuvem toda uma infraestrutura para teste de novos aplicativos”, comenta Duque, que foi um dos participantes do comitê de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Amcham-São Paulo na quinta-feira (20/06).

O executivo apresentou os dados da pesquisa ‘Business Cloud: The State of Play Shifts Rapidly – Fresh Insights Into Cloud Adoption Trends’, divulgada por sua empresa no final de 2012, sobre a tecnologia de cloud computing. O relatório reuniu as respostas de 460 executivos de empresas de TI ao redor do mundo.

Algumas das conclusões do estudo foram que:

- Em relação à adoção do cloud nas empresas, mais de 80% responderam estar “maduras” ou “perto da maturidade”.

- Tanto a área de TI (51%) como a alta gestão (52%) estão igualmente alinhadas em relação à importância da redução de custos como fator chave para a escolha do cloud.

- O cloud é visto como ferramenta estratégica não só pela área de TI, mas por outros setores – que vão do Conselho de Administração ao Jurídico.

- Novas funcionalidades e iniciativas de negócios estão evidenciando a importância do cloud, acompanhadas de desenvolvimento de soluções.

- Cada vez mais as decisões relativas ao cloud estão sendo tomadas por gerentes de negócios (45%), aproximando-se do percentual de executivos de TI (46%). A consultoria acredita que, em um futuro próximo, as decisões de cloud serão centralizadas nos gestores de negócios.

As dificuldades de migração para o cloud

Uma das empresas que participou do comitê relatou sua experiência com cloud. O Grupo Fleury, de medicina diagnóstica, oferece aos seus clientes a possibilidade de consultar os resultados dos exames de raio-X pela internet. No entanto, a estrutura física para armazenar a quantidade de dados necessária é gigantesca e cresce rapidamente, segundo Teresa Sacchetta, principal executiva de TI (CIO) do Grupo Fleury.

Apesar das vantagens técnicas de se migrar para o cloud, o Fleury ainda esbarra em uma série de limitações. A deficiente infraestrutura de telecomunicações e questões jurídicas referentes ao sigilo de dados de pacientes. “Como CIO, gostaria de me preocupar mais com o negócio, do que com a gestão de estruturas”, comenta ela.

A questão da segurança é um dos principais entraves à popularização do cloud mas há outros, de acordo com Luiz Lau, sócio da consultoria Go2Next. "A baixa qualidade de serviços disponíveis na TI tradicional fica evidente no processo de migração de cloud, seja na comparação entre cloud privada ou pública", comenta ele.

Apesar das dificuldades, a migração para o cloud é uma realidade e traz mais benefícios que percalços. “O CIO tem que estar à frente do negócio, e o cloud ajuda a afastar um pouco a preocupação com infra-estrutura e possibilita focar mais no negócio”, comenta ele.

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