Dez milhões de brasileiros utilizarão rede 4G até 2014

por andre_inohara — publicado 09/06/2011 16h17, última modificação 09/06/2011 16h17
André Inohara
São Paulo – Cerca de 5% dos 200 milhões de pessoas que compõem a base de usuários de internet móvel no País tendem a migrar para a quarta geração de tecnologia celular até a Copa do Mundo de 2014, estima executivo da Nokia.
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A quarta geração de tecnologia celular, conhecida como 4G, chegará a dez milhões de brasileiros entre 2012 e 2014, em paralelo com a terceira geração (3G). 

A primeira licitação da licença de uso da tecnologia 4G no País está prevista para o primeiro trimestre de 2012.

“Cerca de 5% da base de usuários, formada por 200 milhões de pessoas que acessam a internet com seus vários dispositivos móveis, devem migrar para a tecnologia LTE (Long Term Evolution) no período”, disse Wilson Cardoso, diretor de Tecnologia da Nokia, que participou do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Amcham-São Paulo nesta quinta-feira (09/06).

LTE é um sistema de 4G que permite às operadoras de telefonia disponibilizar serviços de internet de alta velocidade em aparelhos móveis.

Dez vezes mais rápido que 3G

Os modems nesse padrão são capazes de transmitir dados em até 100 Mbps (megabits por segundo), quase dez vezes mais rápido que os existentes nos dispositivos 3G.

Atualmente, os países que mais utilizam 4G são EUA, Japão, Coreia do Sul e Europa Central (Alemanha e Escandinávia).

“A partir de 2014, imaginamos uma dinâmica maior de investimentos canalizados para LTE. Porém, em nível global, acreditamos que o fornecimento de aparelhos com os sistemas LTE ultrapassará os similares em 3G a partir de 2016”, acrescentou o executivo.

Velocidade de banda larga fixa

A rapidez na transmissão de dados pelos sistemas 4G é semelhante à da banda larga fixa. As velocidades médias de download em 4G estão em torno de 3 Mbps a 6 Mbps, comparáveis à maioria dos serviços de banda larga fixa DSL ou modem a cabo.

Esse é o grande diferencial da rede 4G em relação à tecnologia 3G. “Quando uma operadora passar a oferecer uma experiência de banda larga fixa em termos de velocidade e mobilidade, mudará completamente a percepção do usuário”, comentou Cardoso.

Mas enquanto o leilão de frequências para 4G não acontece, as operadoras continuarão ampliando suas estruturas de 2G (tecnologia WAP, que permite o envio de mensagens SMS) e 3G.

“Até sair a licença de uso de 4G, os investimentos devem se concentrar em ampliação da rede 3G e cobertura territorial”, disse Cardoso.

Impostos proibitivos

Apesar do crescimento do mercado de telefonia, estimulado pelo aumento da renda, os investimentos em expansão são limitados pela alta carga tributária.

“As empresas estão trabalhando para melhorar a cobertura de rede, mas os altos impostos impedem que boa parte dos investimentos seja usado para aperfeiçoar a qualidade de serviços”, avalia Cardoso.

Mesmo assim, ele vê com otimismo a disseminação da 4G no Brasil até 2014, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo.

“O jogo final da Copa tende a ser o evento em que mais se farão uploads via celular na história”. A taxa média de upload do LTE está em torno de 86,4 Mbps, ante 14 Mbps do 3G.

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