Empreendedores apontam os dez principais passos para iniciar e tocar o próprio negócio

por marcel_gugoni — publicado 25/05/2012 11h22, última modificação 25/05/2012 11h22
Marcel Gugoni
São Paulo – Dicas foram elencadas pelo site a partir de depoimentos apresentados no Encontro de Empreendedores da Amcham nesta quinta-feira (24/05).
trintim195.jpg

Para uns, abrir a própria empresa pode ser uma necessidade. Para outros, é a realização de um sonho, uma vocação pessoal. Em ambos os casos, há uma série de características que pode ajudar os empreendedores a otimizar os negócios e tornar seu produto ou o serviço mais competitivo no mercado, contribuindo para consolidar a empresa no mercado e fazê-la crescer. 

Leia mais: Receita de empreendedorismo é resultado de mescla de inovação e execução

O Brasil é considerado um dos países com maior número de abertura de companhias por ano. Entre as nações do G20 (o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), o País apareceu com a mais alta taxa de empreendedorismo  de acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede as iniciativas de empresários em mais de 60 países. Os dados mais recentes são da pesquisa de 2010. 

Ao contrário do que vários desbravadores do mundo corporativo ainda pensam, só uma boa ideia não basta. O empreendimento de sucesso mistura diferentes doses de inovação e muita execução e operacionalização dos processos, como mostrou o ‘Encontro de Empreendedores’ que a Amcham-São Paulo realizou nesta quinta-feira (24/05). 

Veja aqui quais são as vantagens de ser sócio da Amcham

O debate contou com a participação de empresários como Alessandre Trintim, sócio-fundador e diretor executivo da Essence; Antonio Carbonari Netto, fundador e presidente do conselho de administração do grupo Anhanguera; Clóvis Souza, fundador e diretor-geral da Giuliana Flores; Ricardo Sayon, fundador e conselheiro da loja Ri Happy; Rodrigo Borges, cofundador e vice-presidente do Buscapé; e mediação de Bob Wollheim, sócio-fundador da Sixpix Content. Eles trouxeram cases de suas empresas e falaram sobre as principais características dos empreendedores. 

Quer participar dos eventos da Amcham? Saiba como se associar aqui

A partir da discussão, a reportagem do site listou dez pilares fundamentais do empreendedorismo, que você acompanha a seguir: 

Inovar

É a primeira característica que vem à mente de quem pensa em abrir uma nova empresa. A “grande ideia” não precisa ser revolucionária. Basta um processo mais simples ou uma solução mais eficiente para o cliente. “O segredo é não ser mais uma cópia, mas saber como agregar valor a tudo o que se faz”, afirma Trintim. 

Veja também: Gestor financeiro nas pequenas e médias empresas tem desafio de assessorar o empreendedor sobre o valor do negócio

Executar

Colocar a ideia em prática é o que vai definir o caminho do sucesso. Para Wollheim, “a ideia é apenas o primeiro passo. Sem ela, não dá para ir a lugar algum, mas também há milhares de pessoas tendo infinitas ideias todos os dias que não se tornam absolutamente nada porque ninguém as executa”. 

Focar

Determinar o público-alvo é uma tarefa de primeira ordem. Antonio Carbonari Netto, fundador do Grupo Anhanguera Educacional, por exemplo, focou na Classe C para determinar sua oferta de cursos e os preços – que chegam a ser 50% menores do que as mensalidades de outras faculdades privadas, com um ticket médio de R$ 330. “Para atingir esse mercado, é preciso ter foco. Não dá para atirar para todos os mercados”, ensina. 

Veja também: Planejar é bom, mas é preciso colocar a empresa para funcionar antes e então ter um plano de negócios consistente

Simplificar

Criar um produto novo ou um serviço diferenciado deve sempre passar por uma visão de simplificação da vida do cliente. Trintim reforça que o ideal é sempre se colocar no lugar do consumidor para ver o que funciona e o que não pode ser feito. “Facilite a vida e a compra do cliente”, sugere. 

Profissionalizar

Um erro comum aos empreendedores é adiar a profissionalização do negócio, demorando a criar processos organizados de gestão. Sayon, da Ri Happy,está entre os que reconhecem que deveriam ter antecipado esse movimento. “É um grande erro não profissionalizar a empresa precocemente”, afirma.  Nesse processo de profissionalização, a gestão financeira merece atenção redobrada. “A gestão financeira é uma dor muito comum. É preciso ter relatórios confiáveis que sejam facilmente acessíveis para o empreendedor”, diz, na mesma linha, Trintim. 

Veja também: Inovação deve ser estimulada sobretudo em momentos de crescimento econômico

Abrir-se

É preciso estar atento às mais diversas formas de parcerias e abrir-se a avaliar possíveis ganhos com a eventual entrada de novos investidores. “O importante não é buscar qualquer dinheiro, mas o dinheiro inteligente daquele investidor que agregue valor, que ajude a abrir portas, que mostre o modelo de negócios e ajude a empresa a se posicionar melhor”, reforça Borges, do Buscapé. 

Reter

Identificar, atrair, capacitar e reter talentos não é estratégico apenas para grandes companhias. Nas pequenas, contar com uma equipe preparada e alinhada aos projetos corporativos é fundamental para alavancar os negócios. “A dica é procurar profissionais melhores do que nós [os empreendedores] para que a empresa possa atingir outros patamares”, recomenda Trintim. “É necessário treinar pessoas que olhem para o objetivo da empresa a fim de que seja atingido por todos”, reforça Carbonari. 

Veja também: Empresa tem que promover autoconhecimento dos jovens profissionais, analisam especialistas de RH

Acreditar

Souza, da Giuliana Flores, defende que a paixão pelo trabalho e a confiança no produto provocam um efeito multiplicador positivo para a produtividade da empresa. “Quem acredita no produto vende fácil”, afirma.  Trintim defende que só quem acredita em seu empreendimento é capaz de sair da zona de conforto para se arriscar a abrir uma empresa. 

Adaptar-se

Em alguns momentos, é preciso modificar a rota para permitir o crescimento da empresa. “Não existe um ponto final. Temos que estar sempre mudando e nos adaptando. Caso contrário, o consumidor acaba migrando para o concorrente”, avalia Borges, do Buscapé. 

Veja também: Mudanças rápidas e alta complexidade no mundo corporativo exigem postura inovadora em gestão de pessoas

Persistir

O sucesso vem apenas com a persistência, afirmam os empresários. “O não já temos. Precisamos ‘correr atrás’ do sim. É preciso persistir”, incentiva Souza. 

registrado em: