Estar presente na internet e em redes sociais é essencial para qualquer empresa, garante executivo de agência de publicidade

por andre_inohara — publicado 18/09/2012 17h37, última modificação 18/09/2012 17h37
São Paulo – Ter uma página ou comunidade virtual aumenta não só a visibilidade de marca, como também a interatividade entre público e companhia.
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Com a disseminação do uso da internet, nenhuma empresa mais pode se dar ao luxo de não estar presente no meio eletrônico. Ter uma página ou comunidade virtual aumenta não só a visibilidade de marca, como também a interatividade entre público e empresa.

“Se a companhia não tem site, como vou fazer parceria de negócios, entrar em contato?”, indaga André Artacho, diretor-geral de Mídias Sociais da agência de publicidade Euro RSCG Social. Artacho vai além: no novo mundo que se abriu com a internet, ficar de fora causa até mesmo estranheza.

“Quando as pessoas buscam e não acham, ficam com uma grande frustração. Ou então podem desconfiar da credibilidade da empresa por ela não estar lá”, comenta ele, que participou do comitê de Business in Growth (BIG) da Amcham-São Paulo, realizado nesta terça-feira (18/09).

A dica de Artacho para os empreendedores é que estejam nos mais diversos canais virtuais. “Hoje os clientes estão presentes no e-mail, e-commerce e nas redes sociais. Onde quer que o público procure uma empresa, tem que achá-la”, ressalta o executivo.

Todas as empresas e marcas são comentadas na internet

Ter o nome da empresa ou algum produto exposto no mundo virtual é algo que está além do controle dos proprietários desses direitos. Artacho lembra que alguns anunciantes de produtos com os quais trabalhou se mostravam resistentes em aderir ao meio eletrônico justificando excesso de exposição.

“Respondia a eles com o seguinte argumento: as pessoas já estão falando de sua marca”, observa o executivo. “A questão é se você (anunciante) sabe disso e também se o seu público está conseguindo te encontrar. E quando fizerem isso, você vai querer estar presente ou não? Porque estar na internet é necessário”, argumenta.

O raciocínio é o mesmo para os empreendedores. Usando dados de mercado, Artacho disse que há 82 milhões de brasileiros conectados com o mundo online, sendo que 32 milhões são e-consumidores.

Ainda dentro desse universo, há 36 milhões que integram a maior comunidade virtual do mundo, o Facebook. “O público brasileiro está na internet, com todas as suas classes sociais e faixas etárias. É claro que há segmentos dominantes, mas, por exemplo,  já trabalhei com marcas voltadas a idosos”, afirma o executivo.

Site de busca e redes sociais são portas de entrada para as empresas

A falta de conhecimento sobre as oportunidades trazidas pelo mundo virtual também é um fator que afasta muitos empreendedores da internet. Um bom trabalho de divulgação de marca começa em sites de busca – usando ferramentas de otimização de procura, é possível fazer com que uma marca apareça nas primeiras posições – e também com um perfil nas principais redes sociais, disse Artacho.

“Muitas vezes, a dúvida é o que fazer depois de criar um site. Mas há portas de entrada que as empresas podem usar para se comunicar com o público, que são os sites de busca e as redes sociais, que trazem mídia e gente falando da marca. Há outra porta, que é o e-mail, mas as duas maiores são as anteriores”, comenta.

As redes sociais também trazem oportunidades de e-commerce. “As empresas podem ter sites, mas também lojas virtuais dentro de uma rede social”, detalha Artacho.

Dez dicas para quem quer operar com sucesso na internet

Artacho enumerou dez dicas para os empreendedores criarem operações virtuais de sucesso. A mais importante é a presença no meio eletrônico. “Na dúvida, esteja em algum lugar”, afirma. Os investimentos necessários para se criar um site simples ou página em redes sociais não são elevados, garante Artacho.

Em segundo lugar, é preciso se tornar relevante nas buscas. Nos sites de busca, há mecanismos de otimização de procura e publicidade paga que podem colocar a empresa ou marca logo nas primeiras posições, o que é uma garantia de visibilidade. Também há outras formas de aumentar o tráfego da internet para os endereços virtuais das empresas.

“Pode-se trabalhar com influenciadores – blogs ou comunidades relacionadas que passam a incluir o link da marca dentro dos seus espaços virtuais, onde comentam e compartilham com a rede de contatos os assuntos de interesse." A compra de publicidade em redes sociais também é um mecanismo eficaz de aumento de tráfego, ressalta o executivo.

Como terceira prioridade, Artacho cita o e-mail. Para ele, não se deve subestimar o e-mail marketing como ferramenta de atratividade comercial. Sua crítica é a forma como eles vêm sendo disparados. “Hoje é uma coisa muito subestimada porque as empresas fazem peças sem objetividade, que as pessoas não entendem nem querem. Quando é bem trabalhada e direciona corretamente o usuário, pode trazer retorno”, disse Artacho.

Outra dica do especialista é a constância de testes e análises das ações na internet. “Não se pode olhar somente para taxa de conversão e número de fãs trazidos. É preciso entender o que está por trás, se a mensagem foi correta ou se consegui me comunicar com o público”, explica. Para ele, a continuidade do relacionamento com o público tem que ser trabalhada sempre.

Criar e atualizar páginas eletrônicas também é importante

A quinta dica é que nunca é tarde para se criar um website, mas isso deve ser feito com critérios. “Montar um site não se trata apenas de layout bonito, mas envolve estudo. É preciso conhecer referências, perfil do público e arquitetura da informação”, argumenta o executivo.

Em seguida, é preciso monitorar o acesso e modificar o site quando necessário. “O empreendedor tem que saber quais são as páginas de maior acesso e rejeição, tempo médio de navegação, entre outras informações”, indica Artacho.

A presença em dispositivos móveis, sétima dica, tem que levar em conta a produção de conteúdo adequado que permita boa visibilidade em aparelhos diversos como smartphones, tablets e computadores. “A navegação tem que ser boa em todos os ambientes”, comenta.

O uso de influenciadores também foi lembrado pelo executivo. Nesse contexto, cabe realizar um mapeamento de que pessoas seriam uma referência de público e tema para a empresa. Parcerias e permutas podem ser negociadas para que eles incluam a marca nesses ambientes.

A nona dica se refere a ações de marca em redes sociais. “Há várias promoções e divulgação de produtos que podem ser trabalhadas com os fãs da marca”, sugere Artacho. E por último, explorar oportunidades comerciais em redes sociais. Nesse ambiente, Artacho dá o exemplo de criação de uma rede virtual de consultoras de beleza para uma indústria de cosméticos.

A receita de sucesso da Dafiti

Oferecendo variedade de produtos, conveniência na compra e qualidade de serviço, a loja online Dafiti oferece hoje não só calçados, mas também vestuário e artigos de cama, mesa e banho. O objetivo é proporcionar conveniência ao consumidor, de acordo com Malte Huffmann, diretor de Marketing da Dafiti.

Em agosto, a Dafiti fechou o mês com mais de 40 milhões de visitas, e possui mais de 1,1 milhão de fãs na rede social mais conhecida, o Facebook. Para o executivo, conveniência é um serviço pelo qual as pessoas estão dispostas a pagar. “Queremos ampliar a entrega de produtos de moda de uma forma acessível, por isso nos baseamos nesses três aspectos”, afirma Huffmann.

Atualmente, a Dafiti trabalha com mais de 550 marcas e 60 mil produtos diferentes. Em janeiro de 2011, quando a Dafiti surgiu, eram 35 as marcas que e cerca de 500 produtos oferecidos. “Vamos consolidar nosso portfólio nos próximos meses. No futuro, vamos trabalhar a parte de esportes, especialmente em função dos próximos eventos esportivos (Copa 2014 e Olimpíadas 2016)”, afirma.

No que se refere à conveniência, a Dafiti oferece frete, troca e devolução grátis, além de produtos em linha com as últimas tendências de moda. Como a empresa opera com loja virtual, investiu na facilidade de navegação e personalização do site. O objetivo é fazer com que a experiência de compra seja a melhor possível e ocorra sem risco, comenta Huffmann.

 

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