Franquias são boas opções de negócios na crise, afirma presidente da ABF-NE

publicado 16/03/2016 11h14, última modificação 16/03/2016 11h14
Recife - Leonardo Lamartine participou de evento da Amcham, no dia 15/3, e analisou oportunidades e panoramas para o setor em 2016
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Diante do mau momento econômico, investir em franquias pode ser uma boa opção para os empresários pernambucos, tanto pelos riscos reduzidos como pela possibilidade de investimentos relativamente baixos. Pelo menos é isso que defende o diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF) no Nordeste, Leonardo Lamartine.

Junto com o diretor comercial da DRYJET (franquia de lavagem ecológica de carros), Alexandre Valença, e do franqueado do setor de alimentação Marcos Victor, ele participou do "Cenário de oportunidades: conhecendo o setor de franquias", realizado pela Amcham Recife na manhã do último dia 15, no Amcham Business Center.

Segundo dados da ABF, as franquias vão na contramão do varejo, tendo tido crescido considerável durante o ano passado. Conforme a associação, o faturamento do setor em Pernambuco cresceu em 5,8% em 2015, atingindo a cifra de R$ 894 milhões. Já no Nordeste, o faturamento teve crescimento de 8,8% no mesmo período, atingindo um patamar de mais de R$ 2 bilhões. 

De acordo com Lamartine, que também é presidente da Grupo Bonaparte, as franquias oferecem diversas vantagens aos empreendedores, tais como um know-how atestado no segmento, oferecimento de reciclagem e treinamento, suporte empresarial e marketing potencializado. “É comprovado que as franquias que seguem mais à risca os padrões da franqueadora costumam ser as mais bem sucedidas. É claro, porém, que sugestões são muito bem vindas.”

Esses fatores, conforme o empresário, fazem a taxa de falência de franquias ficar na faixa de 3,6% nos em 5 anos. “É um número muito menor que a média dos negócios independentes. Vale ressaltar, contudo, que essa porcentagem não engloba pessoas empreendedores que desistiram do negócio e revenderam o ponto para a franquia.”

MICROFRANQUIAS

O diretor da ABF no Nordeste destacou ainda a crescente participação no setor das chamadas microfranquias, as quais exigem investimentos pequenos, que variam de R$ 3 mil a R$ 80 mil. “Essa têm sido uma opção procurada por várias pessoas que perderam o emprego recentemente, por exemplo, que usam o dinheiro da rescisão para abrir seu próprio negócio.” Ele cita como exemplo pequenas franquias de serviços que oferecem diversos serviços, como suporte de informática, serviços domésticos, de babá etc. 

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