Gestão de inteligência exerce papeis de planejamento e vigilância na companhia

publicado 17/02/2016 14h20, última modificação 17/02/2016 14h20
São Paulo – Ação multidisciplinar e ordenada permite reduzir riscos na tomada de decisão
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A gestão de inteligência dá suporte ao planejamento e à vigilância das companhias, mitigando os riscos nas tomadas de decisão. A afirmação é da consultora Armelle Decaup, sócia-diretora da Defí Inteligência Competitiva, que discutiu o assunto no comitê estratégico de Vendas e Distribuição da Amcham – São Paulo, quarta-feira (17/02).

Na frente de planejamento, a gestão de inteligência apoia as definições de diretrizes e metas para períodos estratégicos, além das decisões para o alcance desses objetivos. Já na vigilância, o trabalho capta sinais que podem impactar o negócio e maximiza oportunidades, além de mitigar riscos. Em todos, as ações dão base às decisões.

“Não existe uma decisão com risco zero, mas a inteligência tem o papel de torná-la mais assertiva, reduzindo os riscos”, explica Armelle.

A inteligência está sempre associada à resolução e uma problemática, que norteia os esforços. Por isso a empresa deve ter bem claro qual o conjunto de problemas para os quais precisa de resposta. “É com a inteligência que se gera opções de escolha e recomendações, que são os apontamentos sobre cada uma das opções. Inteligência são opções mais recomendações”, diz.

O trabalho é multidisciplinar, envolvendo várias áreas da companhia. Segundo Armelle, ele tem de ser rotineiro e não emergencial, “porque inteligência não é express.” Dessa forma, é organizado e coordenado, e o processo é alimentado com informações a todo o tempo. Somente assim é possível captar sinais fracos e distantes de incertezas que podem afetar o negócio, ressalta a consultora.

Numa hipotética alta de tributos

Ela dá como exemplo hipotético um caso em que haveria rumores de possível reajuste de impostos de bebidas alcoólicas, o que impactaria empresas como importadores de vinhos. A inteligência teria, no caso, de ajudar a empresa a se preparar para essa eventualidade.

O primeiro passo seria mapear todas as possíveis evoluções dos sinais captados junto a uma rede multidisciplinar de especialistas. Então seriam definidas as probabilidades e impactos positivos e negativos, para então se estabelecerem as opções de ações multidisciplinares.

“E então se estabeleceria correlação entre hipóteses para dizer qual a melhor decisão para cada hipótese. Com a antecipação de sinais, o papel de vigilância teria sido preenchido”, declara.

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