Pequenas e médias empresas começam a se interessar por tecnologias de e-commerce e comportamento do consumidor, aponta executivo da TOTVS

por andre_inohara — publicado 30/10/2012 17h23, última modificação 30/10/2012 17h23
São Paulo – Cadeia de B2B (corporativo) quer mais agilidade e rápido acesso a informações, a exemplo do que ocorre no segmento B2C (consumidores finais).
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As pequenas e médias empresas já perceberam que não podem ficar de fora do mundo digital e começam buscar tecnologias de mobilidade e conectividade nos negócios.

“Vivemos um momento interessante em que as pequenas e médias empresas (PME) estão avaliando, por necessidade, novas tecnologias de e-commerce e comportamento do consumidor na rede”, comenta Weber Canova, vice-presidente de Inovação e Tecnologia da TOTVS.

Provedora de soluções para todos os segmentos empresariais, a TOTVS já estuda formas de oferecer essas tecnologias, acrescenta Canova. O executivo foi um dos participantes do Fórum Conectividade e Mobilidade da Amcham-São Paulo na última quinta-feira (25/10). Depois do evento, Canova concedeu uma entrevista ao site da Amcham, que pode ser vista abaixo:

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Amcham: Do que foi discutido no evento da Amcham, qual o ponto mais importante para o sr.?

Weber Canova: Hoje o usuário de tecnologia, que é colaborador e consumidor, está no centro do mundo. No momento em que passou a ter acesso a dispositivos, mobilidade, internet e comunicação, tem força diferente do que tempos atrás. Ele pode consultar produtos e preços, comparar depois de consumir e elogiar ou não essa compra. A quantidade de dados que isso tem gerado e como analisá-los também é um grande desafio.

Amcham: Como é esse desafio?

Weber Canova: Temos feito bastante pesquisa nesse sentido. Sabemos que a tecnologia está lá e sofre do mesmo problema de escala que a internet tinha anos atrás. Ela existe, conseguimos tirar informação, mas ainda é muito cara para trazer para a pequena empresa. Estamos trabalhando para deixá-la mais barata e ter uso mais abrangente.

Amcham: A TOTVS atua no segmento B2B (corporativo). Como as mudanças tecnológicas estão influenciando seu modelo de negócios?

Weber Canova: Pela velocidade com que as coisas acontecem no mercado consumidor, notamos que o executivo de B2B quer adotar processos tão ágeis em sua empresa quanto os que vê em um portal de e-commerce. Quer comprar no menor tempo possível, o que tem influenciado até a maneira de selecionar fornecedores. Toda a cadeia B2B de suprimentos está se voltando para a agilidade e o rápido acesso a informações.

Amcham: Falando em novas tecnologias, elas costumam ser mais caras. Qual a predisposição das empresas de renovar seus equipamentos?

Weber Canova: Em termos de acesso, as maiores empresas sempre serão as primeiras a adquirir a tecnologia mais nova, e que é obviamente cara. Com o tempo, ganha-se escala e o preço da tecnologia cai. É o caso do smartphone, que hoje predomina na classe C. Agora, o foco do público de baixa renda é o tablet. Eles não querem mais ter computador de mesa – ele pode até existir nesses lares, mas o que a maioria das famílias quer mesmo são dispositivos individuais.

Amcham: O que a TOTVS tem feito para atender as pequenas e médias empresas?

Weber Canova: A decisão de compra de tecnologia se baseia em dois fatores. O primeiro é necessidade e o segundo, capacidade de investimento. Vivemos um momento interessante em que as PMEs estão avaliando, por necessidade, novas tecnologias. Há aquelas que se interessam por e-commerce e as que querem monitorar o comportamento do seu consumidor na rede, se está falando bem ou mal delas. A PME tem dificuldade de acesso à tecnologia, mas está interessada. Percebemos isso, e estamos buscando parceiros para trazer essas tecnologias. Muitas vezes nem é preciso trazer um grande pacote de softwares, dá para fazer algo específico por um custo melhor.

Amcham: Quais os desafios da conectividade e da mobilidade?

Weber Canova: Se pensarmos nas empresas, a mobilidade e a conectividade trazem o desafio de capturar a informação e a transação onde acontecem. Temos tecnologia para fazer contagem de cabeça de gado no meio do campo, em cima de um cavalo, com RFID (identificação por radiofrequência) de longa distância, por exemplo.

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