Pesquisa da Amcham revela que setor de TIC vê benefício fiscal para tablets como insuficiente para popularizar essa tecnologia no País

por giovanna publicado 30/06/2011 15h40, última modificação 30/06/2011 15h40
São Paulo – Sondagem mostra também ações adicionais propostas pelo empresariado para ajudar no processo de disseminação.

Na visão de empresários, executivos e gestores do setor de Tecnologia da Informação & Comunicações (TIC), a medida provisória (MP 534) que autorizou incentivos fiscais de PIS/Cofins para os tablets, incluindo os fabricantes desses produtos na Lei do Bem (11.196/05), tende a ser insuficiente para garantir a popularização dessa tecnologia no Brasil.

Em sondagem realizada pela Amcham no último dia 25/05 com 60 representantes de empresas da cadeia de TIC que participaram do comitê de TIC da Amcham-São Paulo, 78% dos consultados afirmaram que a medida não basta para atingir esse objetivo, sendo necessárias também outras ações, tais como aprovação do Plano Nacional de Banda Larga-PNBL (38%); criação de uma política própria de desenvolvimento do setor (30%); e maior financiamento público para o segmento (10%).

Para os empresários, essas ações se fazem essenciais diante dos obstáculos que hoje dificultam uma maior disseminação no Brasil dessas tecnologias – e de similares, como os smartphones –, a saber: alto preço dos produtos (62%); elevado custo do acesso a banda larga (37%); grande desconhecimento por parte dos consumidores das vantagens tecnológicas desses aparelhos (12%); e baixa inclusão digital da população (9%).

Otimismo e preparação

A sondagem também identificou que as empresas de TIC no País estão se preparando para atuar no segmento de tablets e smartphones. Uma parcela de 67% dos respondentes já vem desenvolvendo soluções específicas nesse sentido ou pretende fazê-lo até 2012. Elas focam sobretudo o lançamento de aplicativos (53%) e softwares (18%).

Outro destaque da pesquisa é o tom otimista em relação a oportunidades para companhias nacionais nesse mercado, comum a 90% dos ouvidos – sendo que 23% apostam em chances apenas a médio prazo e limitadas a uma fatia do segmento.

 

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