PwC: 50% das empresas investem em segurança da informação

por agrimaldo — publicado 31/10/2010 12h52, última modificação 31/10/2010 12h52
Recife - Pesquisa global mostra que preocupação com tema se concentra nos setores financeiro e industrial.

Apesar de nos últimos anos ter aumentado significativamente a preocupação das empresas com aspectos relacionados a segurança da informação, somente 50% das companhias realizam investimentos contínuos com o objetivo de combater fraudes corporativas. É o que revela pesquisa inédita da PricewaterhouseCoopers (PwC) divulgada na última sexta-feira (22/10) durante o Seminário de Crimes Eletrônicos e Direito Digital promovido pela Amcham - Recife.

"Os investimentos em segurança da informação no ambiente corporativo ainda estão muito concentrados no setor industrial como forma de se proteger intelectualmente e em empresas ligadas diretamente ao setor financeiro, que, por regras de regulação, têm que realizar periodicamente esse tipo de investimento. A maioria das companhias ainda faz investimentos pontuais em segurança e desassociados de um planejamento contínuo", explicou Antônio Gesteira, diretor responsável pela área de Segurança da Informação da da PwC Brasil.

De acordo com Gesteira, esses investimentos só ganharão a devida importância no ambiente corporativo quando passarem a ser enxergados como cruciais para a competitividade dos negócios. "Detectamos na nossa pesquisa que os executivos ainda não percebem a ocorrência de uma fraude como risco vital para a companhia. Porém, nenhuma empresa desejará se relacionar com outras que tenham processos expostos e vulneráveis."

Redes sociais e web 2.0

A Pesquisa Global de Segurança da Informação 2011 da PwC ouviu entre 19 de fevereiro e 4 de março 12.800 executivos de tecnologia da informação (TI) de 35 países, sendo cerca de 500 no Brasil. A sondagem revela também que muitas empresas não estão preparadas para lidar com riscos potenciais representados pelas redes sociais e outros aplicativos da web 2.0.

Dos entrevistados, 60% informaram que suas companhias ainda precisam implementar medidas de segurança para a transmissão de dados via web 2.0, como redes sociais e blogs. Adicionalmente, 77% deles afirmam que não possuem políticas de segurança para o uso de redes sociais e outros aplicativos.

"A falta de medidas de segurança para redes sociais pode levar as empresas a uma série de riscos, incluindo perda ou vazamento de informações, danos à reputação, download de material pirateado e roubo de identidade. O que detectamos é que a maioria das empresas já está presente em várias redes sociais, mas não possui nenhum tipo de política de segurança e preservação das informações publicadas nesse tipo de ambiente digital", disse Gesteira.

A boa notícia é que a pesquisa identifica que um percentual significativo das empresas pretende mudar esse cenário. Cerca de 35% dos ouvidos querem ampliar os investimentos em políticas de segurança, como foco no monitoramento do fluxo de informações trafegado internamente e externamente, especialmente nos novos ambientes digitais.

A grande dificulade de ampliação dos investimentos, segundo o mapeamento, ainda recai sobre impactos da recente crise internacional. Quase metade dos entrevistados afirma que as turbulências impactaram diretamente a decisão de realização e ampliação de investimentos em segurança de informação.

O seminário

O Seminário de Crimes Eletrônicos e Direito Digital foi promovido pela Amcham nas suas unidades de Recife e Salvador. Na capital baiana, o evento ocorreu em 21/10.

Nas duas ocasioes, o encontro contou com a participação de Antonio Gesteira e Mona Clayton, diretores da PwC Brasil, e Marcos Gomes Bruno, sócio da Ópice Blum Advogados.
 

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