Redes sociais são ferramentas importantes de RH, mas não resolvem tudo

publicado 07/11/2014 14h19, última modificação 07/11/2014 14h19
São Paulo – Recrutamento ficou mais rápido, mas seleção de candidatos ainda exige ‘olho no olho’
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A Cia. De Talentos, assessoria de recrutamento e seleção de trainees, considera que as redes sociais facilitam a busca por profissionais, mas não substituem o processo de entrevista e avaliação do candidato. “O recrutamento pode ser feito pela rede social, mas a seleção não”, defende Giuliana Hyppolito, consultora de RH e especialista em mídia social da Cia. de Talentos, durante o comitê estratégico de RH da Amcham – São Paulo, realizado na quinta-feira (6/11).

“Uma boa seleção de candidatos exige ‘olho no olho’. Tem que ter contato e ouvir experiências, porque só assim é possível conhecer de fato a experiência de uma pessoa. Em uma tela de computador ou folha de papel, a pessoa pode escrever qualquer coisa”, acrescenta.

Embora haja muita informação disponível sobre os candidatos nas mídias sociais, Giuliana disse que o recrutamento via internet tem que começar pelas redes profissionais. “A mais comum hoje para o RH é o LinkedIn. O Vagas.com também é bastante usado, porque é um banco de dados com características de redes sociais.”

Mídias como o Facebook trazem informações pessoais. “Formação, experiências e habilidades profissionais não são necessariamente compartilhadas pelo candidato nessas redes.” Mas embora os selecionadores busquem traçar o perfil de um candidato baseados em informações virtuais, não há regra para definir o que pode prejudicar ou beneficiar um candidato.

“Uma empresa de bebidas, por exemplo, pode achar na internet alguém que goste de sair à noite e consumir destilados ou fermentados. Se ele for um bom profissional, pode ser que tenha mais afinidades com a organização. Dado o seu perfil social, é bem provável que ele conheça alguma coisa sobre pontos de venda”, exemplifica Giuliana.

Ao analisar o perfil de um candidato fora das redes profissionais, a consultora disse que é preciso levar em conta a cultura da empresa. “O processo deve sempre olhar para o que pode atingir a cultura da empresa.”

Outro ponto destacado por Giuliana é que o RH tem papel essencial na disseminação da cultura organizacional, pois o primeiro contato do candidato com a empresa é na hora do recrutamento. “É nesse momento que a empresa transmite sua filosofia e valores.”

Sofia Esteves, presidente e fundadora do Grupo DMRH, da qual a Cia. de Talentos faz parte, reconheceu a importância das mídias sociais e disse que elas serão cada vez mais usadas. “Elas ajudam na seleção e facilitam o trabalho de encontrar as melhores pessoas.”

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