Softwares colaborativos ampliam desenvolvimento e gestão dos sistemas de TI

por andre_inohara — publicado 21/09/2011 11h14, última modificação 21/09/2011 11h14
São Paulo – Interfaces virtuais podem ser abertas para receber contribuições de desenvolvedores.
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Reconhecendo não ser mais possível criar aplicativos definitivos de computação, as companhias desenvolvedoras de aplicativos trabalham cada vez mais com softwares colaborativos, também conhecidos como groupwares.

Eles consistem em ambientes virtuais com sistemas de interface compartilhada que permitem a colaboradores, sejam funcionários ou não,  criar melhorias de produtos.

“Colocamos nosso sistema em fonte aberta para que todos possam contribuir, pois não seríamos capazes de pensar em tudo”, disse Hayden Lindsey, vice-presidente de Modernização Corporativa da IBM Rational, durante o comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Amcham-São Paulo na terça-feira (20/09).

Desde 2007, a IBM trabalha no desenvolvimento do software Jazz, plataforma de colaboração para tarefas de integração de softwares. O projeto da IBM permite que designers, parceiros e clientes em diversas localidades contribuam para criar novos aplicativos comerciais.

Há vários tipos de ferramentas colaborativas, mas os mais comuns são sistemas de softwares como e-mail (mensageria), agenda corporativa e bate-papo (chat).

Com uma plataforma integrada, é possível visualizar as alterações de projeto instantaneamente. “Todos que têm interesse no projeto podem ser notificados imediatamente quando as alterações são feitas”, disse Lindsey.

Conforme o executivo, para extrair o máximo de vantagens de um ambiente integrado, é preciso seguir cinco regras imperativas. Elas incluem planejamento em tempo real, rastreamento do ciclo de vida do produto, colaboração em contexto, inteligência em desenvolvimento e melhorias contínuas.

Integração de tecnologias

As vantagens de uso dos softwares colaborativos vão além da integração de tecnologias, disse Marcelo Sant’Anna, CEO da consultoria de TI Advus, passando por monitoramento dos processos de TI (Tecnologia da Informação) pela alta gestão.

“As soluções de integração permitem aos executivos ter maior visibilidade dos processos e, com isso, rlrd podem acompanhar o alinhamento dos resultados em relação aos objetivos estratégicos”, observou.

Sant’Anna explica que há um conjunto de ferramentas de gestão de desempenho, como as soluções de inteligência empresarial (BI, na sigla em inglês), que fazem registro, análise, compartilhamento e monitoramento de informações para a gestão de negócios.

“As ferramentas de gestão de desempenho procuram dar um olhar para o futuro, dentro de níveis de risco e interação colaborativa”, argumentou. Para Sant’Anna, o monitoramento de risco operacional é um fator decisivo e deve ser contemplado nos sistemas de gestão.

“Não adianta saber que o desastre aconteceu ontem. O mais importante é entender se há uma chance de ele acontecer em breve.” O diretor lembra que todo sistema de gestão também deve vir acompanhado de políticas para nível de risco em que cada colaborador pode operar.

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