Sucesso do feedback depende do comprometimento dos líderes

publicado 29/07/2013 14h08, última modificação 29/07/2013 14h08
São Paulo – Por meio de reuniões e avaliações constantes, os funcionários podem melhorar a produtividade
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Os líderes ainda não estão preparados para dar e receber feedback. De acordo com Verônica Rodrigues, diretora da VR Consulting, a avaliação de desempenho ainda é encarada, na maioria das vezes, como mera formalidade do RH. “Os gestores acabam preenchendo metas e objetivos não muito claros, apenas para constar na ficha”, ela alerta, durante o Café de Relacionamento realizado na segunda-feira (29/07), na Amcham-São Paulo.

Feedback, segundo a especialista, deve ser uma “informação clara sobre o que foi e o que não foi realizado, tendo uma meta previamente estabelecida”. Portanto, é preciso alinhar logo no início do ano todos os propósitos a serem alcançados por cada funcionário. Dessa forma, Verônica Rodrigues acredita que poderá ser feita a avaliação.

Mas é importante que esse retorno não seja uma surpresa no final do ano. Geralmente, a empresa marca reuniões para o feedback apenas em dezembro, sem um acompanhamento ao longo daqueles doze meses. “E aí as pessoas vão trabalhando solitárias o ano inteiro e, se for bem ou mal sucedido, não compreende as verdadeiras razões para aquela análise final”, conta.

O acompanhamento dos líderes mês a mês permite ainda que os funcionários, entendam de imediato todas as deficiências e aspectos positivos do seu trabalho. Uma forma de facilitar todo esse processo é o chamado PDI (Plano de Desenvolvimento Individual). “Ele deve funcionar tanto para os colaboradores quanto para o CEO da empresa, que deve responder sobre o seu desempenho ao conselho ou acionistas”, afirma Verônica, ao mencionar a importância de um feedback sistematizado em toda a cadeia: desde o estagiário ao presidente.

Feedforward
Além do feedback, que é a resposta sobre o desempenho profissional, existe ainda o feedforward. “O líder não vai apenas mostrar os pontos fortes e a desenvolver dos seus subordinados, mas também dar sugestões para o desenvolvimento”, enfatiza Verônica Rodrigues. Ou seja, o feedforward é outra espécie de retorno, mas com dicas do próprio gestor sobre como melhorar o trabalho e resolver os problemas apontados.

Em alguns casos, a simples mudança comportamental daquele funcionário pode não bastar. É, a partir daí, que o departamento de Recursos Humanos pode atuar no oferecimento de cursos e treinamentos, além de permitir aos gestores o chamado “feedback 360°”. “O líder pode buscar, de maneira formal ou informal, as opiniões dos líderes de outras áreas, subordinados, clientes internos e externos”, diz a palestrante.

Durante a sua apresentação aos representantes das empresas associadas, Verônica Rodrigues destacou a importância de ouvir todas as percepções para melhorar o trabalho e compreender a forma como todo profissional é visto dentro da empresa. Diante dessa observação mais atenta, será possível “quebrar os paradigmas” e ser um agente de mudanças. “Os líderes e colaboradores devem saber ouvir. Quem não ouve, perde oportunidades”, ela finaliza.

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