Veja os quatro passos para montar seu plano de negócios

por marcel_gugoni — publicado 27/01/2012 18h17, última modificação 27/01/2012 18h17
Marcel Gugoni
São Paulo – Planejar, desenvolver, checar e ajustar são os ponto-chave de qualquer planejamento.
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Planejar as metas e objetivos de uma empresa depende do seu estágio de desenvolvimento. Houve tempo em que investidores e consultores ofereciam moldes prontos do plano de negócios. Se não há uma forma infalível de alcançar o sucesso, existem alguns passos essenciais que podem ser tomados para tornar os rumos da empresa menos incertos.

Veja também: Planejar é bom, mas é preciso colocar a empresa para funcionar antes e então ter um plano de negócios consistente

Alexandre Cruz, sócio-fundador da Neo Intelligence, afirma que em planejamento de negócios não há certo e errado. “Há o que serve para sua empresa e o que não serve”, afirma. Ele participou do comitê BiG (Business in Growth) Amcham-São Paulo nesta sexta-feira (27/01) para debater o tema “Plano de negócio: fazer ou não fazer?”.

Ele compara que um plano de negócios de cinco anos, por exemplo, nunca serviria para uma empresa de tecnologia, dada a velocidade com que novidades surgem e ficam obsoletas nesse segmento. “E por muito tempo as empresas de venture capital e private equity padronizaram os planos de negócios de companhias em que investiriam”, diz. “Há planos de negócios com os mais variados templates.”

Marcelo Lima, sócio da Tarpon Investimentos, que investe em empresas e as ajuda a montar seus planos, diz que “cada caso é um caso”. O importante, segundo eles, é deixar os empresários se planejarem de acordo com o estágio e o tipo de negócio.

Para eles, uma sigla de quatro letrinhas ajuda a dar as etapas principais de um plano de negócios de sucesso. Elas servem não para engessar, mas para seguir o caminho mais conveniente às suas metas.

O que é PDCA

Sem usar moldes, todas as empresas têm de ser capazes de usar o PDCA, não importa como seja feito o plano de negócios. A sigla se refere às etapas de planejar, desenvolver, checar e ajustar (Plan, Do, Check, Act, em inglês). Trata-se de uma ferramenta de gestão de qualidade criada há quase um século e que ainda não perdeu sua validade.

O físico, engenheiro e estatístico americano Walter Andrew Shewhart foi o responsável pela ideia do PDCA, mas foi seu conterrâneo William Edwards Deming, também engenheiro e professor universitário, o grande disseminador da teoria. Por seus trabalhos no Departamento Nacional de Padronização dos Estados Unidos, Deming ficou conhecido com o “guru do gerenciamento da qualidade”.

O P da sigla tem ligação direta com o planejamento. Trata-se de uma definição das metas e objetivos da empresa e quais os caminhos possíveis para alcançá-los. Entram aqui todas as variáveis do negócio, do fornecedor de matérias-primas ao consumidor final dos produtos da empresa. Esta etapa é crucial para evitar más interpretações dos projetos. 

Na segunda etapa, é preciso desenvolver, fazer, executar o planejamento. Treinamento dos funcionários e execução das novas tarefas são os principais pontos. Seguir o plano à risca é essencial para saber o que funciona e o que não – ou não traz o retorno previsto no planejamento. 

É na checagem que os gestores verificam o que está correto e o que precisa ser mudado. E é na fase de ajuste que os erros são corrigidos e novos métodos podem ser desenvolvidos para reiniciar o ciclo. 

Crescimento por etapas 

Cruz avalia que o PDCA é “um rótulo muito bom para lembrar que há tem etapas a cumprir”. 

“Dependendo do estágio em que a empresa está, seja a fase de captar investimento ou produzir algo mais robusto, seguir isso é importante para não se esquecer de que há etapas a cumprir”, afirma. “É bom saber que isso existe. Mas o que vale é saber qual é a forma [e isso varia de empresa para empresa] de fazer isso.” 

Os especialistas são unânimes em dizer que em primeiro lugar vem o retorno do negócio. “Depois que já se ganhou dinheiro, para-se, planeja-se e pensa-se como ganhar mais, como replicar o esforço produtivo, saber onde se ganhou menos dinheiro e onde não vale a pena insistir”, afirma Cruz.

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