#PremioECO: “Não adianta ter um corpinho saudável em um planeta podre”, lembra Hugo Bethlem

publicado 24/08/2016 15h33, última modificação 24/08/2016 15h33
São Paulo – Amcham e Estadão lançam parceria para o Prêmio Eco 2016 com debate sobre sustentabilidade e transformação dos negócios
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Em parceria com o Estadão, a Amcham promoveu o “Seminário de Sustentabilidade: A Transformação do Modelo de Negócios” na quarta-feira, 24/08. No primeiro painel, Citi Brasil, HP, Sinctronics, Tetra Pak e Schneider Electric, empresas vencedoras do Prêmio Eco 2015, apresentaram seus cases. Em seguida, discutiu-se o papel das empresas na evolução da sustentabilidade com os painelistas Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu; Hugo Bethlem, sócio-diretor de Negócios Sustentabilidade da GS&MD – Gôuvea de Sousa e Luiz Carlos Dutra, sócio-diretor da FSB Consumo. No encerramento, Daniel Fernandes, editor de Suplementos do Estadão, moderou o debate sobre empreendedorismo sustentável com Marcelo Behar, diretor de Assuntos Corporativos da Natura, Ana Sarkovas, diretora executiva do Sistema B Brasil e Ricardo Glass, CEO da Okena.

O Prêmio ECO da Amcham foi o pioneiro do Brasil em reconhecer práticas de sustentabilidade empresarial. As inscrições poderão ser feitas até 15/9 no site www.premioeco.com.br. A cerimônia de premiação acontecerá em dezembro, na Amcham São Paulo.

 Confira os destaques do evento:

 Hugo Bethlem, sócio-diretor de Negócios Sustentabilidade da GS&MD – Gôuvea de Sousa: "São as iniciativas privadas que vão transformar o mundo. As políticas públicas são importantes, mas não são motores transformadores."

"As coisas melhoraram, mas ainda há muito a ser feito. Por isso a conscientização é fundamental"

"Não adianta ter um corpinho saudável em um planeta podre."

Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu: "Precisamos de uma transição que vá além da tecnologia, se quisermos construir uma sociedade realmente sustentável – que terá o suficiente para todos e para sempre."

"As empresas serão atores fundamentais para a formação de um novo mindset de consumo e viabilização de novos estilos sustentáveis de vida". 

Luiz Carlos Dutra, sócio-diretor da FSB Consumo: "Os drivers da sustentabilidade são liderança, engajamento e multiplicação. Se não houver escala, não fazemos a diferença."

"A mudança começa quando a empresa vê a sustentabilidade como um impacto positivo na sociedade."

Priscilla Cortezze, diretora de Sustentabilidade do Citi Brasil

"Nos deparamos com uma questão que, no mercado de trabalho, os deficientes intelectuais são os menos incluídos. Menos de 1% dos deficientes intelectuais conseguem trabalhar."

"Buscamos o desafio da inclusão social nas empresas além do que já estava sendo feito. Quisemos mostrar para outras empresas, clientes e parceiros que é possível sim incluir pessoas com deficiência intelectual."

Kami Saidi, head of Manufacturing & Supply Chain Operationas da HP

"Fazer sustentabilidade romântica, achar que a empresa consegue investir sem ter retorno, não existe mais."

"Sempre dizemos que o Brasil é o país do futuro, mas já tem muita coisa interessante acontecendo no presente e que não conseguimos comunicar, principalmente para fora do país."

Mileide Cubo, gerente de operações do Sinctronics

"Conseguimos influenciar nossa própria organização, partindo do princípio que recursos são finitos. Por isso, precisamos nos reinventar."

"A gente trabalha a sustentabilidade como um aliado para mudança, melhoria e retorno financeiro. Nosso carro-chefe é a tecnologia e a inovação."

Juliana Seidel, gerente de Desenvolvimento Ambiental da Tetra Pak

"Esse tema [coleta de lixo] não é responsabilidade de uma pessoa - é de quem colocou o produto no mercado, de quem comprou, de quem precisa destinar aquele produto. O grande desafio é conectar parceiros que precisam estar envolvidos nesses processos."

"O consumidor tem que entender que, quando ele compra qualquer produto, ele também produz um impacto ambiental."

 Fernando Figueiredo, gerente de Sustentabilidade Brasil da Schneider Electric

"Dados recentes do governo mostram que no Brasil mais de 1,5 milhão de pessoas ainda não têm acesso a energia."

"O papel do nosso programa é deixar a comunidade com uma condição de empreender e desenvolver aquela região, porque energia leva ao desenvolvimento."

Marcelo Behar, diretor de Assuntos Corporativos da Natura

"Nossa empresa optou pelo caminho da venda direta, de divisão e compartilhamento de riquezas, se transformando em uma empresa de relacionamentos."

 "A Natura é uma empresa que vai além do interesse econômico. Quando alocamos recursos para projetos que miram também o desenvolvimento social e ambiental e estamos fazendo isso como objeto da empresa."

Ana Sarkovas, diretora executiva do Sistema B Brasil

"O Sistema B surge com o propósito de redefinir o que é sucesso no mundo dos negócios. Temos que entender qual demanda da sociedade as empresas estão atendendo."

"Esse momento de crise têm aproximado as empresas do Sistema B. Hoje temos uma demanda enorme para conversar com grandes empresas que querem redefinir seus modelos de negócio e que estão buscando esse caminho."

Ricardo Glass, CEO da Okena 

"Tinha um desejo de empreender, não para criar uma oferta, mas para atender melhor a uma demanda já existente na sociedade."

 "Precisamos não ser apenas as melhores empresas do mundo, mas principalmente as melhores empresas para o mundo. Estamos a serviço da sociedade."


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