“Vencedores do Prêmio ECO estão mudando a história,” diz Hélio Magalhães

publicado 05/12/2014 15h42, última modificação 05/12/2014 15h42
São Paulo – Amcham entregou hoje os troféus da 32ª edição do mais antigo prêmio de sustentabilidade do país
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Numa época em que a sociedade cobra mais respeito ao meio ambiente, as empresas vencedoras do Prêmio ECO se destacam por estarem à frente do que é inovação no tema. Essa é a opinião de Hélio Magalhães, CCO (Citi Country Officer) do Citibank no Brasil e presidente do conselho de Administração da Amcham, que entregou os troféus da 32ª edição da premiação nesta sexta-feira (05/12).

“Vivemos um dia-a-dia de cobrança pelo meio ambiente e ainda estamos pagando por práticas irresponsáveis cujos efeitos perduram até hoje. O Prêmio ECO destaca exemplos de empresas que estão mudando o curso dessa história”, afirma Magalhães.

Nove empresas, de pequeno a grande porte, foram contempladas entre as modalidades ELIS (Estratégia, Liderança e Inovação para Sustentabilidade) e Práticas de Sustentabilidade (nas categorias Processos ou Produtos e Serviços). São elas: Tetra Pak, Itaú, AES, Pontal Engenharia, Precon Engenharia, Beraca, Itaipu, Raízen e Rhodia.

Criado em 1982, o Prêmio ECO é o mais antigo do país ao reconhecer a sustentabilidade empresarial. Ao longo de três décadas, a premiação mobilizou 2.267 companhias nacionais e multinacionais, responsáveis por inscrever 2.763 projetos, sendo 262 deles premiados.

“A premiação conta a história da sustentabilidade no Brasil. Ela foi criada antes de surgir o termo ‘desenvolvimento sustentável’, lançado em 1987 no relatório ‘O Nosso Futuro Comum’, da ex-primeira ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland”, ressalta o presidente do conselho.

A credibilidade do prêmio está ligada à forma como ele é estruturado, comenta Gabriel Rico, CEO da Amcham. Os cases inscritos são julgados por 63 jurados, entre especialistas, consultores e professores universitários. “Hoje o prêmio extrapola a iniciativa privada. Os produtos, serviços e processos premiados se difundem por toda a sociedade”, enfatiza Rico.

As empresas vencedoras dessa edição lidam com os projetos contemplados há pelo menos dez anos, observa Jacques Marcovitch, ex-reitor da USP e professor da FEA e do Instituto de Relações Internacionais, na mesma universidade. “Eles são exemplos inspiradores que ajudam a construir um Brasil melhor para o futuro”, diz.

Casos vencedores em 2014

A modalidade ELIS (Estratégia, Liderança e Inovação para Sustentabilidade) teve cinco vencedores (clique nos nomes das empresas para conhecer os cases em detalhe): AES, Itaú e Tetra Pak, entre as empresas de grande porte; Precon e Pontal, entre os inscritos de pequeno e médio porte. São companhias que incorporam a sustentabilidade em toda sua gestão de negócio.

Dentro da modalidade Práticas de Sustentabilidade, a Pontal recebeu um segundo prêmio pelo gerenciamento do descarte de resíduos sólidos da empresa, reduzindo significativamente o desperdício de materiais.

A Beraca foi contemplada pelo estudo da situação socioeconômica de comunidades extrativistas brasileiras, fornecedoras da empresa. A companhia tem parceria com mais de 100 comunidades e gera benefícios diretos para mais de 1.600 famílias no Norte e no Nordeste do país.

A Itaipu também foi vencedora na modalidade, com o Sistema de Gestão da Sustentabilidade, modelo de gestão formado por diretores que promove discussões e inserção da sustentabilidade nas ações da empresa.

Na categoria Produtos ou Serviços, ainda na modalidade Práticas de Sustentabilidade, a Rhodia ganhou pelo desenvolvimento da linha Amni Soul Eco, fio têxtil biodegradável que pode ser decomposto em menos de três anos.

A Raízen levou o prêmio pelo etanol de segunda geração, feito a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. O produto permite ampliar a produção de etanol em até 40%, sem expandir a área de cultivo.

A Precon também foi contemplada na categoria pelo SHP (Sistema Habitacional Precon), sistema industrializado para construção de prédios residenciais com prazo de construção reduzido pela metade e 80% menos de descarte de resíduos.

Por seu desempenho, a Tetra Pak foi escolhida por um conjunto de seis jurados como o “destaque do ano”. Ela concorria com Itaú e AES, as demais vencedoras de grande porte da modalidade Elis.

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