Atuando junto às comunidades, Instituto Votorantim ajuda escolas municipais a melhorarem índices educacionais

publicado 14/09/2018 17h13, última modificação 14/09/2018 18h20
São Paulo – Aumento do Ideb em cidades que o instituto atua chegou a 45%
Cloves de Carvalho, Diretor do Instituto Votorantim

Cloves de Carvalho, Diretor do Instituto Votorantim, participou da reunião do comitê estratégico de Diretores Comerciais (12/09)

Qual é o legado que a sua empresa quer deixar para a sociedade? No caso da Votorantim, o impacto positivo será na educação pública. O Instituto Votorantim, neste ano, trabalha com mais de 100 escolas públicas para melhorar o ensino nesses locais. O programa Parceria Votorantim pela Educação (PVE) já melhorou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos municípios em que atua. No Fundamental I, o aumento foi de 38%; no Fundamental II, chegou a 45%.

Cloves Otavio de Carvalho, Diretor do Instituto Votorantim, participou da reunião do comitê estratégico de Diretores Comerciais (12/09) para apresentar um pouco melhor da iniciativa.

 

“Estar presente faz a diferença”

O programa atua com duas frentes: apoio à gestão das escolas e mobilização social. Na primeira, o instituto ajuda os funcionários das escolas em processos de gestão, constituição de equipe, formação continuada e gestão de recursos. Na parte de mobilização social, o instituto desenvolve um trabalho para aproximar as comunidades e família da educação do aluno. Isso envolve estruturar uma rede local pela educação, por exemplo. Ou seja, a atuação tem o sentido de qualificar tanto a demanda educacional quanto a oferta, como explica Carvalho.

“A ideia é que a família se envolva, não adianta ficar batendo na tecla de formação se não tiver uma demanda. Muitas vezes, o aluno não tem incentivo para continuar com seus estudos. E isso é muito importante, ter um exemplo, um modelo, ou alguém que incentive nessa trajetória”, explica.

Atualmente, o programa acontece em 104 municípios. Destes, 81 são os pequenos - de até 50 mil habitantes. No total, são 1221 escolas atendidas e o impacto alcança a faixa de 360 mil alunos. Em termos de capacitação, 2225 diretores e coordenadores pedagógicos já passaram por oficinas e workshops. O custo per capita da iniciativa é de R$ 35,80 aluno/ano.

 

Brasil e educação

Um dos maiores desafios no Brasil sobre a educação, conforme o especialista, é a gestão da verba da educação, principalmente em municípios pequenos. “O problema não é a quantidade. Destinamos 6% do PIB para educação, isso não é pouco. Mas tem que ser bem gerido”, aponta. A falta de arrecadação faz com que muitos municípios usem essa verba para outras pastas. Ou, quando o dinheiro é de fato aplicado, ele se volta muito mais para a parte de estrutura e materiais e não pensa em quão efetivo está sendo o ensino e o aprendizado.

Um dos exemplos positivos nesse caso é o de Teresina. A capital do Piauí é a que tem o melhor Ideb entre as capitais do Brasil. A secretaria de Educação capacitou professores, avalia periodicamente o aprendizado de alunos e, para os que têm mais dificuldade, oferecem aulas de reforço. Nos finais de semana, algumas escolas ficam abertas, oferecendo atividades esportivas e culturais para toda a família.