#BrasilPeloMeioAmbiente: inspire-se com o case de sustentabilidade da Moove

publicado 05/08/2021 15h53, última modificação 16/11/2021 10h38
A empresa adotou o consumo de energia elétrica proveniente do biogás como alternativa mais limpa e econômica, poupando em torno de R$ 2,4 milhões em dois anos
#BrasilPeloMeioAmbiente: inspire-se com o case de sustentabilidade da Moove

Como parte do projeto de migração para fontes mais limpas, Moove, empresa do grupo Cosan e destaque em nosso movimento #BrasilPeloMeioAmbiente, adotou o consumo de energia elétrica proveniente do biogás. O insumo é obtido a partir da decomposição do lixo urbano tratado em aterro sanitário e permite transformar o problema da geração de lixo em alternativa mais limpa e econômica. Segundo dados divulgados pela companhia, em dois anos de projeto implantado, foram economizados em torno de R$ 2,4 milhões.  

Segundo Christine Pires, gerente de infraestrutura da Moove, a decisão faz parte da agenda ESG da produtora e distribuidora de lubrificantes e óleos básicos. A sigla, popularmente conhecida como ESG (ambiental, social e de governança, em inglês) agora incorpora outro ‘E’, referente aos assuntos econômicos. Isso porque acredita-se que todas essas pautas estão – ou deveriam estar – diretamente relacionadas. 

 

ESFORÇOS E PROCESSO 

Hoje, 100% do consumo de energia elétrica da fábrica de lubrificantes da Moove no Brasil é proveniente do Biogás. Assim, a iniciativa também tem gerado resultados que vão além dos financeiros: reduziu em torno de 20% na emissão de CO2 no Escopo dois (Energia Elétrica) do Inventário de Gases de Efeito Estufa 2018, impedindo o lançamento de, aproximadamente, 76 mil toneladas de CO2 para a atmosfera. 

O serviço de energia é terceirizado e adquirido pelo Ambiente Livre de Contratação, em alternativa ao mercado cativo conhecido. “Ao procurar as opções disponíveis para aquisição e consumo de energia elétrica, buscamos novas tecnologias mais limpas que corroborassem com a eficiência operacional praticada e o desenvolvimento sustentável buscado pela Moove”, explica Christine.  

Inicialmente, foi preciso definir um perfil de consumo da indústria Moove, que é pré-requisito de continuidade do processo. Assim, a empresa passou por estudos de viabilidade técnica e socioeconômica, foi revisitado o histórico de consumo, faixa de potência, etc. Apenas depois disso, no mercado livre de energia, foi buscada uma empresa parceira que somasse a potência disponível para a demanda operacional. 

A Usina eleita utiliza o gás metano do biogás. A implantação do projeto ocorre com o mesmo mecanismo de transporte de transmissão da concessionária local e a Moove realiza o monitoramento da demanda energética estabelecida e o consumo. “Todo esse esforço é realizado com o objetivo de reduzir a pressão sobre os recursos naturais e adaptar as operações a modelos mais eficientes de consumo e reduzir os efeitos das mudanças climáticas”, pontua a executiva.  

 

Assista abaixo uma prévia em vídeo da iniciativa da Cosan-Moove.

 

 COMPROMISSO AMBIENTAL 

iniciativa da Moove é um dos cases de destaque do nosso movimento #BrasilPeloMeioAmbiente, que pretende reforçar o compromisso ambiental do setor empresarial no Brasil. Por meio de um inventário, que pode ser baixado clicando aqui, promovemos o que as empresas estão fazendo de melhor em sustentabilidade no país. Qualquer empresa pode cadastrar iniciativas para serem avaliadas e, se aprovadas, inseridas no documento. Clique aqui para enviar seu projeto.  

O movimento terá duração até a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em novembro deste ano, em Glasgow. Ao final, o inventário será encaminhado para os principais formuladores de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos. Até agora, já recebemos um total de 113 iniciativas empresariais, 68 empresas participantes e calculamos a soma de R$ 12,7 bilhões em investimentos até o final de 2021 (estimativa). 

Para Christine, o compartilhamento de melhores práticas promovido pelo #BrasilPeloMeioAmbiente contribui e acelera de forma simples o acesso e oportunidades para as empresas evoluírem na gestão de temas ambientais. Espero que o movimento cresça e que cada vez mais empresas possam aderir e participar, gerando ainda mais valor para o desempenho ambiental do Brasil e construção de possíveis parcerias globais, finaliza.