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Case C&A: 3 dicas para tornar a sua empresa mais sustentável

publicado 22/10/2021 15h26, última modificação 22/10/2021 15h26
Entenda como propósito e responsabilidade socioambiental tornaram a C&A pioneira no setor de moda circular no Brasil
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Case C&A Brasil: a corrida da varejista pela moda sustentável e circular com Marcelo Lobo e Marcus Nakagawa

Falar sobre sustentabilidade nunca foi tão necessário, inclusive dentro das empresas, que de repente viram o tema invadir suas rotinas e conversas corporativas. Hoje, a agenda ESG é pauta obrigatória na mesa dos CEOs que desejam gerar valor no futuro causando impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.

A C&A, presente no Brasil desde 1976, não apenas entendeu seu papel com relação ao tema, como também assumiu sua responsabilidade socioambiental ao criar, em 2017, o jeans mais sustentável do mundo. Comprometida em promover uma moda de impacto positivo, a C&A se tornou a primeira varejista de moda no mundo a receber a Certificação Cradle to Cradle™ em nível Gold.

No episódio do nosso podcast dessa semana, Marcelo Lobo, Gerente de Materiais Sustentáveis, Certificações e Gestão Ambiental da Rede de Produção da C&A, compartilhou as estratégias da empresa nesta jornada em busca de uma moda mais sustentável.

Contamos também com a participação especial de Marcus Nakagawa, Professor e Coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental - CEDS. Confira os detalhes, alegrias e ciladas do case no episódio da semana do ‘Um Case pra Chamar de Seu’ – disponível em todas as plataformas digitais

CASE C&A: O JEANS MAIS SUSTENTÁVEL DO MUNDO

Com o propósito de fomentar práticas sustentáveis no segmento têxtil  e promover a economia circular no mercado brasileiro, a C&A desenvolveu a Coleção Ciclos. A princípio, a coleção contava com camisetas desenhadas para serem recicladas, logo depois a marca criou o jeans mais sustentável do mundo. 

A Ciclos já nasceu consciente por natureza e se tornou a primeira coleção de roupas a receber o Certificado Cradle to Cradle (C2C) – um dos mais importantes em termos de economia circular – nas Américas. 

Além de avaliar o nível de segurança e preservação do meio ambiente, a certificação também considera e analisa a segurança para as pessoas em toda a rede de produção, ressaltando a importância de pensar em todas as letras do ESG (em português: Ambiental, Social e Governança).

“Selos como o C2C fazem muita diferença, porque não é a empresa dizendo que ela tem ações sustentáveis, mas é um especialista de fora que vem, audita, analisa e certifica com o selo”, afirma Marcelo Lobo que acredita que uma certificação não é um fim, mas parte da jornada. 

Para ele, a certificação é o meio de um processo onde a empresa analisa as ações feitas até ali com o objetivo de identificar o que pode ser feito a seguir, promovendo melhorias em suas atividades, processos e projetos socioambientais.

“Nosso desejo é que mais empresas olhem para esse tema de forma mais holística e abrangente, não por uma certificação, mas por um caminho de aprendizado”, salienta Marcelo.

Diante disso, é importante destacar que ações e práticas sustentáveis, embora sejam específicas e características de cada segmento ou empresa, a responsabilidade socioambiental é de todos.

Assim, é preciso que todas as empresas e organizações brasileiras reconheçam a necessidade e urgência de assumirem seu papel na geração de impactos positivos, tanto na sociedade como no meio ambiente. 

Economia circular e sustentabilidade não é uma disputa, porque pertence a todos, se isso não se estende ao mercado e é exclusivo da minha empresa, não é sustentável. Tem de ser para todos. A sustentabilidade é universal!”, declara Markus Nakagawa

A Coleção Ciclos da C&A faz parte das mais de 100 iniciativas empresariais do Movimento Brasil Pelo Meio Ambiente – um compromisso que desenvolvemos com o objetivo de dar maior visibilidade para ações corporativas de preservação ambiental no Brasil, inspirando não apenas outras empresas, mas a sociedade como um todo.

 

Clique aqui e saiba mais sobre o #BrasilPeloMeioAmbiente

 

Confira 3 dicas que ajudarão a sua empresa a se tornar mais sustentável:

 

1- OLHE PARA DENTRO

O primeiro passo sempre será olhar para dentro da empresa e mapear o que já tem sido feito, quais são os pontos positivos e os pontos de melhoria da organização com relação à agenda ESG.

Portanto, comece pesquisando internamente e identificando ações que talvez já estejam acontecendo na organização, mas sem a devida gestão e monitoramento como, por exemplo, gestão de resíduos, trabalhos de diversidade e inclusão, cálculo de carbono, economia de energia e água. Ou seja, explore todos os departamentos e faça um levantamento desses dados. 

 

2- ESTABELEÇA O ESG COMO UM PROPÓSITO ORGANIZACIONAL

Tornar a agenda ESG um propósito de toda a empresa é fundamental para conquistar resultados significativos e eficientes. Coloque a temática no centro da cultura organizacional e faça-a ser parte intrínseca da missão, visão e valores da empresa.

Use os canais de comunicação da organização para espalhar essa cultura sustentável, transformando-a numa fala estratégica que permeie todos os departamentos, com objetivo de fazer com que cada colaborador se sinta responsável por um fatia das práticas ESG dentro da companhia.

Portanto, ESG também deve ser uma pauta top-down, em outras palavras a responsabilidade com os impactos socioambientais da empresa deve começar na alta liderança. “ESG não é só gestão de carbono e diversidade é muito mais! Eu digo que é a nova forma de fazer gestão”, declara Markus Nakagawa.

 

LEIA MAIS: Sustentabilidade Corporativa: 4 temas relevantes para o ESG

  

3- TRAGA OS STAKEHOLDERS PARA O CENTRO DA RODA

Todo mundo sabe que ninguém gera grandes transformações sozinho, da mesma forma, inovação e colaboração caminham juntas. Por isso, envolva toda a cadeia na busca por se tornar uma empresa mais sustentável.

Converse com seus stakeholders, fornecedores e parceiros para entender e mapear suas ações e responsabilidade com o meio ambiente e a sociedade. Traga todos para a roda e coloque as questões ESG na pauta, empresas sustentáveis precisam que suas parcerias também sejam sustentáveis, só assim será possível zerar os impactos negativos e fomentar mudanças positivas em maior escala, velocidade e eficácia.

“Ninguém quer se relacionar com uma empresa que é poluidora, que maltrata pessoas e animais. Todo mundo quer se conectar a empresas que assumem seu papel de influência com responsabilidade na sociedade”, afirma Nakagawa.

Ouça agora o episódio bônus do ‘Um Case pra Chamar de Seu’ e confira outras dicas e insights de Marcelo Lobo e Marcus Nakagawa:

UM CASE PRA CHAMAR DE SEU

Você já conhece o nosso podcast? No Um Case pra Chamar de Seu, nós convidamos grandes executivos, empreendedores e especialistas de todo o Brasil para conversar sobre negócios, gestão de pessoas e inovação com transparência e leveza. 

Os episódios vão ao ar todas terças e quintas no seu streaming de áudio favorito. Quer ser avisado sempre que um novo episódio for lançado? Cadastre-se aqui e receba o alerta de novos cases.