CEOs de Embraer e Tilibra defendem maior atenção das empresas ao social na busca por atuação mais sustentável

por andre_inohara — publicado 16/10/2012 16h12, última modificação 16/10/2012 16h12
Recife – Conforme Frederico Curado, da Embraer, ações de cunho social devem estar alinhadas ao negócio
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Cada vez mais empresas buscam minimizar seus impactos sobre o meio ambiente, mas focar o lado social é igualmente importante para ter uma atuação mais sustentável, defendem Frederico Curado, CEO da Embraer, e Rubens Passos, CEO da Tilibra.

“Sustentabilidade não deve se tratar apenas do aspecto ecológico, mas de melhorar as condições socioeconômicas do País”, disse Passos durante o CEO Fórum da Amcham-Recife na última quarta-feira (10/10).

“As ações sociais devem estar alinhadas ao negócio da empresa”, somou Curado.

Código de conduta, cultura e esporte

A articulação de iniciativas de cunho social deve começar dentro da companhia, pelo código de conduta, indica Passos. “Ele é a base para essas ações, um guia do pilar social. No código, devem constar as exigências para funcionários e fornecedores relativas a respeito às leis, diversidade e condições de trabalho”, afirma.

Passos defende também que a iniciativa privada assuma compromissos com a comunidade em áreas como esporte e cultura. Em sua opinião, dispositivos legais, a exemplo da Lei Rouanet, deveriam receber mais adesão do empresariado.

“Quem não conhece ou nunca procurou pela lei deve se informar. É uma forma que o empresariado tem de aplicar recursos de forma útil para a sociedade”, apontou.

O executivo destaca que, ao estruturar ações sociais, é imprescindível procurar por parceiros de credibilidade no mercado, sejam Organizações Não Governamentais (ONGs) ou outras empresas.

Educação

No caso da Embraer, o foco é o investimento de ações sociais na área da educação através do Instituto Embraer de Educação e Pesquisa que, desde 2001, agrega programas de empreendedorismo, centros educacionais e colégios de ensino médio.

“A empresa não pode substituir o Estado na sua obrigação na educação, mas vejo que as ações dentro das empresas são como laboratórios para mostrar que, fazendo da maneira certa, o poder das iniciativas é enorme”, completou Curado.

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