Combate a ligações clandestinas dá Prêmio ECO 2013 à AES Eletropaulo

publicado 06/12/2013 08h35, última modificação 06/12/2013 08h35
São Paulo – Dois milhões de moradores de comunidades paulistas passaram a receber energia segura e estável
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A empresa de energia AES Eletropaulo foi uma das vencedoras do Prêmio ECO 2013, na categoria Sustentabilidade em Processos para grandes empresas, ao regularizar ligações energéticas de dois milhões de pessoas de baixa renda (ou 554 mil famílias).

O incentivo à regularização das ligações de energia faz parte do Programa de Transformação de Consumidores em Clientes, que tem como próximos passos a expansão física do projeto e a conversão dos moradores das comunidades beneficiadas em prestadores de serviços. A cerimônia de premiação será na Amcham – São Paulo, em 9/12.

Os números são referentes ao período de 2004 a 2012. Com ligações regulares e campanhas de consumo consciente de energia, também foi possível promover uma economia energética de 77,8 MWh/ano (megawatt hora por ano) e reduzir 26,6 MWh (megawatt hora) no horário de pico (entre 18h e 20h).

“(Ganhar) O Prêmio ECO é um grande motivador, por ser um dos troféus mais respeitados em sustentabilidade, e uma evidência de que estamos seguindo na direção certa”, afirma José Cavaretti, gerente de novos negócios da AES Eletropaulo.

O programa da Eletropaulo foi criado para promover o uso adequado e seguro de energia elétrica nas comunidades de baixa renda da região atendida pela concessionária – 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital – e também incluir os moradores no universo formal de cidadania e consumo.

Relevância para o negócio

Regularizar ligações clandestinas também é uma ação de sustentabilidade, de acordo com a AES Eletropaulo. As conexões informais de energia, além de elevar os custos de manutenção que reduzem a margem de lucratividade, afetam a qualidade do fornecimento e oferecem riscos à segurança da população.

Cavaretti destaca que as ligações informais estão diretamente relacionadas a incêndios e acidentes fatais. Campanhas de conscientização também foram criadas, com a contratação de agentes comunitários locais para divulgar campanhas educativas sobre os perigos da energia clandestina.

Ter moradores cadastrados representa novas oportunidades de trabalho e de renda para a economia local. Com oferta estável de energia, instituições financeiras e comércios varejistas conseguem chegar às comunidades trazendo não só produtos, mas também empregos. “Pequenos fornecedores e micro-empreendedores também são beneficiados com oportunidades de negócios e serviços”, ressalta Cavaretti.

Inclusão social e retorno econômico

A posse de um endereço regular dá aos moradores acesso a direitos e serviços, como a entrada no mercado de trabalho formal, abertura de conta em instituições financeiras ou crediário em comércio.

Além de aumentar o número de instalações regulares de energia, o programa é uma forma eficiente de reduzir as perdas comerciais e ainda ajuda a população carente a se inserir na sociedade. Formalizando uma ligação de energia elétrica, a AES Eletropaulo cria um endereço para envio da conta do serviço que, embora não oficial, é aceito como comprovante de residência.

A modernização das instalações elétricas e equipamentos antigos também fazem parte do programa. Isso inclui equipamentos eficientes de entrada padrão de energia (incluindo caixa do medidor e “postinho”) até a substituição de alguns bens de consumo nas residências por artigos com maior eficiência energética, tais como lâmpadas fluorescentes (mais econômicas), chuveiros e geladeiras.

Em casos mais urgentes, a concessionária também faz a reforma de instalações elétricas residenciais. São ações que, de acordo com a AES, auxiliam as famílias a controlar o consumo e, consequentemente, o valor da conta de energia elétrica. E que, por sua vez, ajudam a empresa a controlar o índice de inadimplência e de perdas comerciais decorrentes das ligações clandestinas.

Nas áreas já beneficiadas, a AES dará continuidade ao programa treinando e contratando pessoas das comunidades para atuar nos programas de melhoria e manutenção da rede elétrica. “Queremos identificar pessoas para que sejam nossas prestadoras de serviços”, disse Cavaretti.

A expansão geográfica também está nos planos da concessionária. “Nos próximos três anos (2016), queremos levar o programa para mais 150 mil famílias nas 24 cidades que atendemos”, acrescenta o executivo.

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