Diversidade geracional: as boas práticas para convivência e inclusão nas empresas

publicado 02/03/2020 12h04, última modificação 02/03/2020 12h04
São Paulo – Programas de recrutamento para seniores, escritórios abertos e equipes conectadas são algumas das iniciativas que podem ajudar no processo
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Da esquerda para a direita: Carlos Domingues (Pepsico), Sérgio Serapião (LAB60+) e Viviane Ellias (UHG)

Com quatro gerações convivendo juntas hoje nas empresas, é de se esperar que existam conflitos. Este fato reforça a obrigação das organizações em estarem preparadas para lidar com a diversidade etária. “Existe uma explosão de pensamentos coabitando o mesmo espaço, o que, se bem aproveitado, pode ser muito benéfico aos negócios”, avalia Eugenio Paschoal, CEO da Marsh.

Para ele, as equipes devem estar conectadas e é papel dos líderes agregarem ao redor incentivando o convívio entre as gerações. Além disso, ele explica que o que fez uma grande diferença em questão de convivência na Marsh foi a mudança no escritório. “Agora não existem mais salas individuais, o escritório é um só e as únicas salas são para uso coletivo e com layouts específicos para incentivar a criatividade”, explica.

O executivo esteve presente em nosso Comitê Aberto de Diversidade, no dia 18/02. Ele dividiu o palco com Anderson Assunção, General Manager da Fluor Daniel; Marcelo Cioffi, líder de Diversidade e Inclusão da PwC; Carlos Domingues, gerente sênior de Diversidade e Inclusão da Pepsico; Sérgio Serapião, CEO e fundador da LAB60+, e Viviane Ellias, gerente sênior de Resiliência Corporativa da UHG.

Segundo Anderson, cada indivíduo traz uma contribuição para o negócio: “Se pegarmos duas pessoas de gerações diferentes e junta-las provavelmente sairá um ótimo projeto”. Na Fluor, assim como na Marsh, ocorreu uma mudança no escritório: juntaram áreas e ambientes e aumentar a área de vivência. Anderson conta que essa foi uma mudança tão importante quanto outras iniciativas.

MUDANÇA COMPLETA NA VIDA

Além da convivência, um fator importante a ser discutido quando o tópico é diversidade de gerações é a inclusão sênior no mercado de trabalho. “Se pensa que o jovem é hoje a força de trabalho quando, na verdade, a pirâmide etária do Brasil está mudando, temos cada vez mais o aumento da expectativa de vida e a alteração da previdência”, alerta Sérgio. Para ele, não está ocorrendo uma “esticada na vida” da população, mas sim uma mudança completa no estilo de vida.

Carlos comenta que a Pepsico conta com um programa de recrutamento para quem está fora do mercado: “O resultado que obtivemos é a prova de que às vezes é preciso arriscar”. Na visão dele, os recrutadores precisam entender que o motivo de ter colaboradores sêniores nas organizações, caso contrário os programas não serão efetivos. “Lembrando sempre que ‘estagiário sênior’ é um desrespeito com as pessoas, é preciso criar segundas carreiras”, completa Sérgio.

 

O QUE SÃO OS COMITÊS ABERTOS?

São encontros e periódicos entre executivos de diversos segmentos voltados para atualização, benchmark e networking. Os Comitês Abertos também são exclusivos para os nossos sócios. 

PARA QUEM SÃO?

São para todos(as) os(as) associados sem limites de participantes, sendo encontros gratuitos.

COMO FUNCIONAM?

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