Empresas que incluem diversidade estão à frente da sociedade, diz CEO da Bayer Crop Science

publicado 28/06/2019 11h19, última modificação 28/06/2019 12h00
São Paulo – Ser líder inclusivo é fundamental, defende Rodrigo Santos
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Rodrigo Santos, CEO da Bayer Agro (Crop Science)

Há três anos, a Bayer patrocina um programa de mentoria para pequenas e médias empresas de diversidade. A empresa quer capacitar e desenvolver empreendedores desses segmentos, explica Rodrigo Santos, CEO da Divisão Agro (Crop Science) da Bayer para a América Latina, no comitê de Diversidade que realizamos em São Paulo, em 13/6.

Esse é apenas um exemplo de como as grandes companhias podem liderar ações de Diversidade, argumenta Santos. “As empresas têm a grande oportunidade de estar à frente da sociedade. De ser mais inclusiva e diversa”, afirma.

No comitê, também participaram Robert Suquet, diretor regional de compras da Corteva, Muriela Schaab, especialista em compras da SAP, Thaís Torritani, gerente de compras da P&G, Carolina Ignarra, sócia da Talento Incluir, Fabiano Penachim, sócio da Penachim Radiadores, Natália Torres, gerente do WeConnect, Umberto Brito, gerente da Integrare, e Bruno Abreu, gerente de compras da Bayer para a América do Sul.

Nos primeiros dois anos do projeto, a Bayer selecionou ao todo quinze empresas. Entre elas, a Talento Incluir e a Penachim Radiadores. O perfil das empresas escolhidas era formado por minorias (afrodescendentes, LGBT+, indígenas, pessoas com deficiência e mulheres) e comunidades de baixa renda, próximas às operações da Bayer ou fora dos grandes centros urbanos.

Com a mentoria voluntária de executivos da Bayer, o faturamento médio das empresas aumentou 26%, afirma Santos. Uma delas, a Talento Incluir, registrou um aumento de 50% da sua receita. O balanço da experiência foi positivo. “Mais de 80% de líderes da organização se voluntariaram no projeto. Falava com eles, que dividiram comigo que mais aprenderam do que ensinaram.”

Ser um líder inclusivo é fundamental para os negócios, defende Santos. “Significa ser capaz de ouvir muito mais e de perguntar as opiniões de todas as pessoas. Nas reuniões de hoje, um líder que não é inclusivo chama muita atenção. Ele não extrai o máximo da equipe.”

Papel das empresas

Grandes empresas que abriram espaço para fornecedores de diversidade, casos da Corteva, SAP e P&G, sabem que a inclusão e o apoio são passos essenciais. “Além de objetivos claros, é importante que o processo esteja aberto a todos”, disse Suquet, da Corteva.

Schaab, da SAP, disse que é preciso capacitar. “Nossa empresa é diversa e tem o compromisso de melhorar a vida das pessoas. às vezes temos que fazer o passo extra, pegar pela mão. Não é trabalho fácil, cômodo, mas sempre traz resultado.”

O WeConnect é uma iniciativa de grandes empresas mundiais para cadastrar e formar fornecedores de diversidade. Os parceiros que passaram pelo treinamento recebem uma certificação. Para Torres, do WeConnect, o treinamento é parte importante do processo. “Temos que fazer com que os potenciais fornecedores estejam prontos para atender à demanda de uma multinacional.”

A Integrare tem atuação parecida com a WeConnect, reunindo fornecedores nacionais de diversidade. No ano passado, 40 grandes empresas contrataram produtos e serviços dos empreendedores cadastrados na Integrare. “As empresas estão, de fato, dando oportunidades para fornecedores minoritários”, comenta Brito.

 

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