Fio têxtil biodegradável garante Prêmio ECO 2014 à Rhodia

por lays_shiromaru — publicado 26/11/2014 16h07, última modificação 26/11/2014 16h07
São Paulo – Biodegradação de roupas feitas com o material leva menos de três anos, enquanto a de fio de poliamida convencional pode demorar mais de 50 anos
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O desfile do estilista Ronaldo Fraga na São Paulo Fashion Week de abril lançou uma das principais inovações desse ano da Rhodia: o fio têxtil de poliamida biodegradável. Resultado de três anos de pesquisa e cerca de R$ 12 milhões de investimentos, o Amni Soul Eco levou o Prêmio ECO 2014 na modalidade Produtos ou Serviços.

Ao contrário do fio de poliamida convencional, que pode levar, em média, mais de 50 anos para se decompor no meio ambiente, esse fio sofre biodegradação em menos de três anos. “Além de não deixar resíduos, o Amni Soul Eco acelera a geração de biogases nos aterros sanitários, contribuindo para a geração de energia elétrica”, destaca Renato Boaventura, diretor da unidade global de negócios têxteis da Rhodia Grupo Solvay.

O produto foi desenvolvido no Brasil, onde a unidade de negócios têxtil está localizada, e deverá ser exportado para outros países a partir do próximo ano. “Trabalhamos estratégias globais para as nossas inovações. Queremos levá-lo para outras regiões do mundo em breve”, conta.

O fio de poliamida biodegradável é uma solução para a falta de coleta de resíduos, um dos principais problemas da indústria têxtil, segundo Boaventura. “A reciclagem é essencial para a indústria, mas muitas peças que levam dezenas de anos para se decompor são descartadas em aterro sanitário. Queríamos desenvolver uma solução ainda mais completa, acelerando sua biodegradação e reduzindo o impacto no meio ambiente”, explica.

Para ele, o fio de poliamida biodegradável é referência para o mercado e uma opção sustentável para os consumidores. “Geralmente, peças como roupas íntimas, biquínis e meias, por exemplo, são descartadas direto. As pessoas podem descartar os produtos feitos com esse fio sem culpa, porque é um biodegradável e não agride a natureza”, afirma.

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