Flex do Brasil, BorgWarner e DuPont levam troféus do Prêmio Eco na categoria Produtos

por giovanna publicado 12/11/2010 18h33, última modificação 12/11/2010 18h33
São Paulo – Companhias se destacaram pelo lançamento de itens inovadores, que respeitam meio ambiente e todos os envolvidos na cadeia de fabricação.

As companhias Flex do Brasil, Borg Warner e DuPont são as vencedoras do Prêmio ECO 2010 na categoria Sustentabilidade em Produtos. Elas se destacaram por lançar no mercado nacional itens inovadores, inspirados principalmente pelo respeito ao meio ambiente e a todos os envolvidos na cadeia de fabricação.

Inovação ao reciclar embalagens

A DuPont foi condecorada pelo projeto Ciclo Virtuoso, iniciativa conjunta com outras organizações que visa melhorar o descarte de embalagens de defensivos agrícolas, visando uma destinação mais sustentável a eles.

Nesse contexto, a DuPont desenvolveu a resina Fusabond®, que é aplicada no processo de reaproveitamento dessas embalagens. A novidade eliminou um problema anterior de incompatibilização de diferentes componentes que comprometia o processo químico para formação de um novo composto, reciclado, empregado na elaboração de outros produtos.

Sobre a participação no Prêmio ECO, Bruno Pimentel, especialista de Marketing no segmento de Tailored Material da DuPont Packaging & Industrial Polymers América do Sul, salientou que os princípios da premiação casam com um dos maiores compromissos da empresa, a sustentabilidade. A companhia mantém metas de redução de impactos sobre a natureza e tem por objetivo desenvolver produtos, stakeholders e novas aplicações alinhados à geração de um negócio sustentável.

 “O ECO é, sem dúvida, o mais importante prêmio focado em sustentabilidade no Brasil, e ter o Ciclo Virtuoso como um dos vencedores nos deixa muito orgulhosos e confiantes de que estamos no caminho certo. Esperamos que os cases de sucesso apresentados na edição sejam multiplicados e incentivem o crescimento sustentável de outras empresas”, destacou Pimentel.

Valorização da cadeia produtiva

A Flex do Brasil, que integra o grupo espanhol Flex Equipos de Descanso e se inscreveu pela primeira vez na premiação, foi reconhecida pelo lançamento, em maio deste ano, do Ecofair, colchão com tecido que tem 42% de algodão orgânico em sua composição, certificado pela qualidade no processo de cultivo e com origem em comunidades da Índia e da Tanzânia, alinhadas ao comércio justo.

O comércio justo é modalidade comercial que ressalta a valorização do meio ambiente e do desenvolvimento econômico e social das comunidades que integram a cadeia produtiva do produto. No caso do Ecofair, cada venda do colchão contribui com a manutenção do processo de integração dos produtores algodoeiros da Ásia e com comunidades instaladas em Novo Chão e Nova Descoberta (Recife/PE), que recebem parte do valor das transações e os destinam a projetos sociais.

Segundo Edimilson Santoro, diretor-geral da Flex, o grande desafio da indústria de colchões tem sido gerar propostas de novos produtos, considerando que os avanços tecnológicos costumam ser relativamente lentos nesse segmento econômico.

Ele afirmou que a sustentabilidade hoje norteia as atividades da companhia. “No Brasil, esse conceito ainda é embrionário, mas já existem iniciativas nesse sentido. Na Flex, a sustentabilidade está presente em todo o escopo e, mais do que uma preocupação com meio ambiente, nosso cuidado é com as pessoas, os mais desfavorecidos e defasados econômica e socialmente”, destacou diretor.

Santoro comentou ainda que a intenção ao participar do Prêmio ECO era, a princípio, apenas compartilhar o projeto. “O resultado positivo nos dá alento para continuar buscando inovações nesse caminho e é uma grande satisfação participar tanto pelo aspecto profissional como pela oportunidade de destacar um valor em que apostamos e que deveria estar na agenda de mais empresas”, concluiu.  

Inovação no mercado automotivo

A BorgWarner, líder mundial em componentes e sistemas de alta tecnologia para o setor automotivo, foi premiada pelo desenvolvimento do BorgWarner R2S, um turboalimentador para motores a diesel com dois estágios regulados, otimizados para cada faixa de rotação. Além de aumentar a potência, a solução oferece mais ar ao motor, o que melhora sua performance, proporciona economia de combustível e reduz a emissão de poluentes.

Outro ponto relevante da inovação da BorgWarner é que, no processo de fabricação do turboalimentador, a companhia usa apenas fornecedores preparados tecnicamente, preocupados com o ciclo de vida do produto, o que inclui a possibilidade do remanufaturamento e a diminuição do descarte de materiais e do uso de insumos e recursos naturais.

Antecipar as necessidades ambientais e dos clientes sempre foi uma das prioridades da BorgWarner, afirmou Samira Silva, gerente de Vendas e Marketing da companhia. “Acreditamos que, para o negócio evoluir, não basta apenas ser lucrativo. É preciso crescer de forma sustentável, promovendo a melhoria contínua de processos e produtos e reduzindo a emissão de gases poluentes de forma a agredir menos o meio ambiente”.

Para Samira, a conquista do Prêmio ECO foi muito importante. “A vitória é extremamente gratificante, pois está alinhada às nossas práticas.”

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