Iniciativas de comércio justo ainda têm participação tímida no mercado brasileiro

por daniela publicado 02/06/2011 15h36, última modificação 02/06/2011 15h36
Recife - Produtos resultantes de parcerias entre empresas e pequenas comunidades produtoras de artesanato têm mais consumidores no exterior, destaca sócio-diretor da Bio Fair Trade
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O mercado brasileiro começa a abrir espaço para produtos resultantes de parcerias entre  empresas e pequenas comunidades, segundo Márcio Waked, sócio-diretor da Bio Fair Trade, empresa especializada no comércio justo, que fomenta os negócios artesanais. No entanto, o principal destino desse tipo de comércio continua a ser o exterior.

“No caso de nossa empresa, por exemplo, o comércio exterior representa mais de 90% das vendas. Exportamos desde o início de nossas atividades porque no Brasil ainda não há um mercado tão maduro para produtos provenientes do comércio justo quanto fora do País”, disse Waked, que participou do comitê de Sustentabilidade da Amcham-Recife na terça-feira (31/05).

O comércio justo, originário da Europa, visa promover a equidade social e a proteção do ambiente, portanto tem forte viés de sustentabilidade.

Brindes em alta

De acordo com Waked, um dos principais impulsionadores do comércio justo no Brasil é o mercado de brindes corporativos, que movimenta R$ 1 bilhão por mês no País. “As empresas buscam cada vez mais inserir produtos que tenham uma caracterização mais artesanal, e que tragam elementos da cultura local, temas bastante trabalhados por essas comunidades”, explicou.

O diretor da Bio Fair Trade ressaltou, contudo, que essas iniciativas exigem estudo e planejamento. Ao prospectar produtos e serviços de uma comunidade, é preciso atentar ao modo de produção utilizado, que não pode envolver elementos que vão contra os princípios do comércio justo -  como o trabalho infantil ou a degradação do meio ambiente.

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