Itaú: análise de risco socioambiental em operações de crédito e investimento

publicado 09/12/2016 11h53, última modificação 09/12/2016 11h53
Iniciativa aumenta credibilidade frente a stakeholders e evita perdas financeiras
itau-2469.html

Reconhecendo que as mudanças climáticas são um grande desafio, o Itaú Unibanco incorporou processos de análise de risco socioambiental na concessão de crédito, seguro e investimentos. A iniciativa foi reconhecida pela Amcham e ganhou o Prêmio Eco na categoria Processos - Empresas de Grande Porte.

No quesito do financiamento, o banco desenvolveu um estudo para analisar riscos regulatórios e físicos relacionados às mudanças climáticas em cada setor. Com essa ferramenta, o banco verifica e analisa o risco do crédito para empresas de qualquer porte. Desde 2014, o banco também divulga as emissões anuais de gases do efeito estufa de projetos que emitem acima de 100 mil toneladas de CO2/ano nas negociações com clientes. Em investimentos, o método é o mesmo: o estudo dos impactos é repassado a todos os gestores para que saibam de potenciais riscos antes de decidirem investir.

A incorporação das questões climáticas na gestão de risco e capital da empresa, além de aumentar a credibilidade do banco frente aos stakeholders, evita riscos financeiros regulatórios e físicos. Um estudo feito pela empresa em 2016 apontou que os riscos financeiros regulatórios relacionados a questões climáticas somam mais de U$ 4 milhões, enquanto os riscos físicos representam uma possibilidade de perda de R$3,5 bilhões.

O banco também tem um fundo que doa e empresta 30% de sua taxa de administração para projetos que desenvolvam iniciativas relacionadas à mobilidade urbana, eficiência energética, energia renovável e outras áreas que tenham impacto direto na redução de gases do efeito estufa. Desde 2009, o programa já investiu R$ 4,5 milhões em 25 organizações.

Além disso, a empresa, mesmo sendo do setor de serviços, decidiu reduzir o impacto ambiental que provoca em suas unidades administrativas, agências e centros tecnológicos. A gestão se comprometeu em reduzir o consumo de energia, comprar energia para os prédios administrativos de fontes renováveis, reduzir o consumo de água e a destinação de resíduos para aterros até 2020. Em 2015, por exemplo, o banco já conseguiu diminuir o consumo médio de eletricidade por agência através da troca de lâmpadas e conscientização de colaboradores. A estimativa é que, apenas nesse segmento, as ações reduziram as emissões de carbono em três mil toneladas e representaram uma economia de mais de R$ 185 mil.

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