Jovens líderes de sustentabilidade são mais técnicos, mostra pesquisa de consultoria

publicado 14/10/2015 14h54, última modificação 14/10/2015 14h54
São Paulo – Graduações e especializações estão mudando o mercado, diz consultora Beatriz Pacheco
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Uma pesquisa da consultoria em Recursos Humanos Plongê mostra que os executivos de sustentabilidade mais jovens apresentam um perfil mais técnico que os profissionais mais velhos. O levantamento foi realizado com 60 líderes de 40 empresas que são referência na área e mostra a relevância do ensino direcionado na evolução desse mercado, comenta Beatriz Pacheco, sócia da Plongê, que esteve no comitê estratégico de Sustentabilidade da Amcham – São Paulo, quarta-feira (14/10).

Entre os diretores e gerentes, que apresentam idade média de 43 e 40 anos, respectivamente, as profissões predominante são administração, direito, comunicação social e engenharia. Entre os coordenadores, com idade média de 35 anos, há uma nítida diferença.

“Ainda têm (entre eles) profissões-padrão, mas já possuem graduações focadas, como gestão ambiental e engenharia ambiental, além de especializações específicas como em mudanças climáticas. É uma evolução”, afirma.

Outro dado que chama a atenção é a especialização. Apenas metade dos diretores e gerentes fizeram cursos na área, enquanto todos os coordenadores concluíram alguma especialização relacionada. “Metade deles têm especialização em sustentabilidade e, a outra metade, em alguma questão específica como mudança climática ou gestão ambiental”, destaca a consultora.

Os líderes mais sêniores, que ganham em média R$ 28 mil (diretores) e R$ 19 mil (gerentes), se encaminharam para a área por afinidades pessoais, enquanto os coordenadores, com salários médios de R$ 10 mil, se direcionaram pela própria formação.

Outras mudanças

A pesquisa também mostra que as nomenclaturas dos cargos trazem menos termos como “responsabilidade social” ou “meio ambiente”. Passou a ser mais comum ver cargos como vice-presidente/diretor/gerente/superintendente em sustentabilidade e governança corporativa, ou alguma outra área adicional como relações institucionais ou comunicação.

“Hoje a sustentabilidade está mais em todo o negócio. Não tem o profissional de sustentabilidade, mas o de compras que pensa compras de maneira sustentável. Há outras profissões que também trazem sustentabilidade e as novas que nasceram na sustentabilidade”, diz.

Com essa evolução da área, permeando todas as atividades do negócio, o caminho natural é que a sustentabilidade caminhe junto com governança corporativa, avalia Beatriz. No entanto, a demanda por esses profissionais não vai acabar. "Alguém tem de fazer a articulação no negócio e na cadeia, com as parcerias, e essa pessoa sempre vai ser fundamental”, observa.

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