Produção agroecológica garante Prêmio ECO 2012 à avícola Korin

por marcel_gugoni — publicado 21/11/2012 12h06, última modificação 21/11/2012 12h06
São Paulo – Técnicas de produção incluem criação livre de cativeiro, fim do uso de ‘melhoradores’ de desempenho e banimento de ingredientes de origem animal na ração
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O método de criação de aves baseado em critérios naturais e de qualidade de vida adotados pela avícola Korin foi reconhecido pelo Prêmio ECO 2012. A Korin é uma das ganhadoras na categoria Sustentabilidade em Processos da modalidade Práticas de Sustentabilidade, entre pequenas e médias empresas.

A cerimônia de entrega da premiação será em 11/12, na sede da Amcham-São Paulo.

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A filosofia de trabalho da Korin é promover conceitos de sustentabilidade por meio de uma atividade econômica que respeita princípios agroecológicos. “Construímos uma cadeia produtiva dedicada à avicultura alternativa com bem estar animal”, diz Reginaldo Morikawa, diretor executivo da Korin.

Na Korin, são produzidos frangos, ovos, vegetais orgânicos e insumos para agricultura. Lá, as aves para abate são criadas sem uso de antibióticos terapêuticos, "melhoradores" de desempenho nem ingredientes de origem animal na dieta.

Nos criadouros, os animais têm espaço e condições suficientes para manifestar comportamentos naturais e são abatidos humanitariamente. Tanto os produtos como os processos da Korin possuem certificações internacionais de procedência.

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As técnicas de criação desenvolvidas pela Korin nos últimos 12 anos resultaram em melhorias na qualidade do plantel. Nesse período, o aumento do peso médio das aves foi de 8,1%, e o Índice de Eficiência Produtiva subiu 41,2%. Além disso, verificou-se redução da idade média de abate de 51 dias para 45, e a queda da mortalidade em 45,8%.

Mas não foi apenas a produtividade que cresceu. O faturamento da Korin mais que dobrou nos últimos quatro anos, subindo 153% no período. Essa rentabilidade tirou a empresa do vermelho, e há três anos a operação se tornou lucrativa. O excedente financeiro tem sido usado para expansão e melhorias operacionais, aumentando o número de produtores, aves abatidas e funcionários.

Diante do modelo bem-sucedido, a Korin deseja estender os princípios de sustentabilidade não só à cadeia produtiva, mas também a novos negócios. “Queremos duplicar a produção de alimentos orgânicos e fomentar mais produtores de milho, frangos e ovos na região [seguindo princípios de sustentabilidade]”.

Um dos vetores do crescimento será a melhoria dos indicadores de desempenho ambiental, abrangendo área de reflorestamento, qualidade da água e solo, valores socioculturais e a boa gestão da empresa, adianta o executivo.

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“Pretendemos implantar outras cadeias produtivas, resultando em carnes bovina e suína obtidas com práticas de sustentabilidade, construindo parcerias em São Paulo e outros estados como o Mato Grosso”, acrescenta ele.

O Prêmio ECO

A incorporação de princípios de sustentabilidade na cadeia produtiva é uma exigência da sociedade, e as empresas devem se adaptar a essa realidade. “O Prêmio ECO é um reconhecimento significativo de que o caminho da sustentabilidade é reconhecido pela sociedade, e incentiva mais e melhores práticas sustentáveis nas empresas”, afirma Morikawa.

Lançado pela Amcham em 1982, o Prêmio ECO é pioneiro no reconhecimento de companhias que adotam práticas sustentáveis no Brasil. Desde 1982, o Prêmio ECO já mobilizou 2.117 companhias brasileiras e multinacionais. Elas foram responsáveis pela inscrição de 2.630 projetos.

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